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Questão de Deficiências longitudinais dos membros (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaDeficiências longitudinais dos membrosOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o quadro clínico e as associações da deficiência femoral focal proximal, é correto:

  1. a coxa é muito curta, com o quadril em flexão, abdução e rotação externa, o joelho em flexão e o pé na altura do joelho oposto; a associação mais comum é a hemimelia fibular, com agenesia dos ligamentos cruzados
  2. o quadril fica em adução e rotação interna, e a associação mais comum é o pé torto congênito
  3. a maioria das crianças atrasa a marcha e só anda com prótese
  4. a doença tem herança autossômica dominante na maioria dos casos
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Gabarito: A · a coxa é muito curta, com o quadril em flexão, abdução e rotação externa, o joelho em flexão e o pé na altura do joelho oposto; a associação mais comum é a hemimelia fibular, com agenesia dos ligamentos cruzados

Conceito-chave

Uma coxa curtinha, larga na raiz e estreitando para baixo, como a chaminé de um navio. O Tachdjian usa essa imagem ("ship's funnel") para a deficiência femoral focal proximal, e ela ajuda a lembrar a postura toda.

A postura típica. A coxa afetada é extremamente curta; o quadril fica fletido e abduzido; o membro, em rotação externa; o joelho, muitas vezes com contratura em flexão; e o pé costuma ficar na altura do joelho do lado oposto (Tachdjian, cap. 21, Fig. 21.17). As contraturas em flexão do quadril e do joelho fazem o membro parecer mais curto do que é, e a discrepância real se mede melhor com a criança sentada. Os abdutores e extensores existem, mas, encurtados e com a anatomia alterada, não funcionam bem. O joelho fica na virilha e se comporta como um segmento intercalar instável.

As associações. O Campbell (cap. 29, de Derek M. KELLY) diz que a maioria dos pacientes, sobretudo os bilaterais, tem anomalias associadas, e que as mais comuns são a hemimelia fibular e a agenesia dos ligamentos cruzados. Também já foram descritos pé torto, coalizões talocalcaneanas, anomalias cardíacas congênitas, displasias da coluna e da face. A incidência relatada é de 1 em 50.000 nascidos vivos, e o diabetes materno foi implicado na hipoplasia femoral.

A marcha. Contra a intuição, a maioria das crianças anda na idade esperada. Quem tem um membro muito curto apoia o joelho do lado normal e o pé do lado curto; quem tem fêmur curto congênito anda com o quadril e o joelho normais fletidos e o lado curto em equino.

A genética. Na maioria, a causa é desconhecida e não há ligação genética; a exceção é a hipoplasia femoral com fácies incomum, autossômica dominante.

Por que esta questão foi criada. O TARO e o TEOT perguntam a contratura do quadril e a anomalia mais associada. Esta questão junta as duas. O resumo Deficiências dos membros na criança detalha o exame.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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