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Questão de Tíbia vara (Blount) (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaTíbia vara (Blount)OrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menina de 6 anos com doença de BLOUNT não tratada, estágio IV de LANGENSKIÖLD, com mais de 2 anos de crescimento pela frente. Segundo o Tachdjian, qual é a conduta mais adequada?

  1. órtese longa de correção em tempo integral
  2. osteotomia valgizante isolada, que cura a doença com previsibilidade nesse estágio
  3. realinhamento associado a epifisiólise medial, porque nesse estágio a fise medial se comporta como uma parada parcial
  4. hemiepifisiodese lateral isolada com placa em oito, já que não há lesão fisária
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Gabarito: C · realinhamento associado a epifisiólise medial, porque nesse estágio a fise medial se comporta como uma parada parcial

Conceito-chave

Seis anos, uma perna muito arqueada, uma doença que ninguém tratou a tempo. Na radiografia, a metáfise medial afundou e a epífise escorrega para dentro do defeito. Aqui, o problema já não é só mecânico: a fise medial está morrendo, e um simples realinhamento não a ressuscita.

Por que o estágio IV muda tudo. Nos estágios IV e V de LANGENSKIÖLD, o realinhamento mecânico simples raramente funciona, porque provavelmente já ocorreu uma parada parcial da fise. Mesmo quando a tomografia não mostra uma barra óssea evidente, a lesão fisária progrediu a ponto de os estágios IV e V se comportarem como paradas fisárias mediais (Tachdjian, cap. 18, Treatment of Langenskiöld Stages IV/V Lesions). Como o estágio IV pode aparecer já aos 6 anos, osteotomias repetidas seriam necessárias, pela recidiva previsível, e ainda assim não resolveriam o encurtamento.

A proposta do capítulo. Em pacientes com menos de 10 anos, com 2 anos ou mais de crescimento e lesões de estágio IV ou maior, realinhamento com epifisiólise medial concomitante é uma opção razoável. A fise medial, nesse ponto, vai inevitavelmente evoluir para uma ponte óssea completa (estágio VI); a epifisiólise pode restaurar o crescimento simétrico da tíbia proximal e evitar a nova amarração medial. Numa série de 24 pacientes, a maioria ganhou crescimento útil, e 80% dos operados antes dos 7 anos depois precisaram só de correção angular. Um alinhamento em valgo além de 0 grau foi importante para o sucesso.

A escada do tratamento, para situar. Órtese: só antes dos 3 anos, estágio I ou II. Osteotomia isolada com hipercorreção: ideal antes dos 4 anos; no estágio III, pode funcionar depois dos 4, com risco crescente. Crescimento guiado: alternativa nos estágios I, II e talvez III, contraindicado se houver barra medial irressecável. Estágios IV e V: realinhamento com epifisiólise. Estágio VI, com ponte estabelecida e menos de 2 anos de crescimento: osteotomia com fechamento completo da fise e equalização do comprimento. O resumo Alinhamento, torções e coxa vara na criança organiza essa escada.

Por que esta questão foi criada. É o outro lado da questão do BLOUNT inicial: a banca quer saber se o aluno entende que, a partir de certo estágio, a doença deixou de ser só um eixo torto e virou uma fise lesada.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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