Sobre a epidemiologia e a apresentação da coxa vara do desenvolvimento, segundo o Tachdjian, é correto:
- é rara, sem predileção por raça ou sexo, e pode se associar a displasias esqueléticas autossômicas dominantes, como a disostose cleidocraniana
- é mais comum em meninos caucasianos e costuma ser diagnosticada ao nascimento
- dá dor intensa na virilha e telescopagem do quadril com sinal de ORTOLANI
- o encurtamento do membro costuma passar de 6 cm na maturidade nos casos unilaterais
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Conceito-chave
A menina de 3 anos anda balançando e cansa rápido, sem dor. O pediatra pensou em displasia do quadril, mas não há telescopagem nem ORTOLANI. A radiografia mostra um colo em varo, e, se o caso for bilateral, a investigação não para no quadril: olha as clavículas, a estatura, a família.
Uma doença rara, sem preferência. A incidência estimada por JOHANNING na população escandinava é de 1 em 25.000 nascidos vivos. A doença não tem predileção racial e parece igualmente comum em meninos e meninas. A proporção de casos unilaterais e bilaterais varia muito entre as séries (Tachdjian, cap. 16, Incidence, p. 616).
A genética e as displasias. A coxa vara aparece com frequência em displasias esqueléticas de causa genética conhecida: disostose cleidocraniana, disostose metafisária do tipo JANSEN e displasia espondilometafisária, sobretudo a do tipo KOZLOWSKI, todas autossômicas dominantes. Mesmo a forma isolada tem provável causa genética, com casos familiares e em gêmeos. Os casos bilaterais são os que mais se associam a uma displasia generalizada; por isso, nas crianças bilaterais, com baixa estatura ou com história familiar, vale um inventário esquelético, que mostra, por exemplo, as deficiências das clavículas e dos ramos púbicos na disostose cleidocraniana.
A apresentação. A deformidade não aparece ao nascer e, em geral, só depois da idade da marcha: claudicação indolor, pela combinação de TRENDELENBURG verdadeiro e uma discrepância pequena, às vezes cansaço ou dor glútea. Nos bilaterais, marcha anserina, parecida com a da displasia bilateral do quadril. No exame, abdução e rotação interna limitadas, TRENDELENBURG positivo e ausência de telescopagem ou de ORTOLANI, o que a diferencia da displasia do desenvolvimento do quadril. O encurtamento raramente passa de 3 cm na maturidade, mesmo sem tratamento.
Por que o nome mudou tanto. Congênita, do desenvolvimento, cervical, infantil: o capítulo explica a confusão e reserva coxa vara do desenvolvimento para a forma de apresentação pós-natal, sem outra causa, com encurtamento discreto e radiografia característica. A coxa vara adquirida e a da deficiência femoral grave são entidades à parte. O resumo Alinhamento, torções e coxa vara na criança junta a epidemiologia e o exame.
Por que esta questão foi criada. O TARO e o TEOT perguntam a epidemiologia, os movimentos limitados e a associação mais frequente. Os três cabem neste caso.
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