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Questão de Pseudartrose congênita da tíbia e deformidades da perna (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaPseudartrose congênita da tíbia e deformidades da pernaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Recém-nascido com encurvamento da perna direita de ápice posteromedial, pé em calcâneo e contratura em dorsiflexão do tornozelo. Sobre essa condição, segundo o Tachdjian, é correto:

  1. o encurvamento tende a se corrigir espontaneamente, mas a discrepância de comprimento costuma ser a principal preocupação, em geral tratada com epifisiodese contralateral
  2. associa-se à neurofibromatose e evolui para pseudartrose na maioria dos casos
  3. a osteotomia precoce no primeiro ano está indicada para evitar a fratura
  4. a discrepância de comprimento é rara e não exige seguimento até a maturidade
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Gabarito: A · o encurvamento tende a se corrigir espontaneamente, mas a discrepância de comprimento costuma ser a principal preocupação, em geral tratada com epifisiodese contralateral

Conceito-chave

O bebê nasce com a perna dobrada como uma vírgula, o pé quase encostado na frente da canela, e os pais ouvem a palavra "tíbia" junto com "congênita". Muitos já pesquisaram e leram sobre pseudartrose. A primeira tarefa do ortopedista é saber para que lado o osso aponta, porque é isso que decide o prognóstico.

Os três encurvamentos da tíbia. O Tachdjian reconhece três tipos de encurvamento diafisário congênito (cap. 18, Bowing of the Tibia): o anterolateral, associado a uma condição que pode ameaçar o membro, a pseudartrose ou displasia da tíbia, muitas vezes com neurofibromatose; o posteromedial; e o anterior ou anteromedial, associado à deficiência congênita da fíbula.

O posteromedial. É considerado benigno, presente ao nascer, com o pé em calcâneo e uma contratura em dorsiflexão do tornozelo. Atribui-se a uma má posição intrauterina, e a aparência pode ser dramática, com até 60 graus de angulação. A panturrilha costuma ser mais fina, e pode haver uma covinha na pele sobre o ápice. Em geral, é uma deformidade isolada, sem outras anomalias associadas.

A história natural. O encurvamento costuma se resolver espontaneamente, muitas vezes nos primeiros 6 meses; a deformidade do pé melhora até os 9 meses; e aos 2 anos deve haver pouca angulação residual. O que fica é a discrepância de comprimento, que frequentemente passa de 2,5 cm e tem média de 13% do comprimento do membro. Por isso, a equalização é a principal preocupação, e a criança deve ser acompanhada até a maturidade, olhando também o tornozelo, porque o encunhamento da epífise distal da tíbia pode deixar a articulação em valgo.

O tratamento. No recém-nascido, alongamento suave da contratura em dorsiflexão, e, nos casos graves, gesso seriado em flexão plantar e órtese até a marcha; na maioria, a manipulação pelos pais basta, e não costuma ser necessária órtese depois que a criança anda. A osteotomia só entra se houver encurvamento residual importante depois dos 3 a 4 anos, e o osso consolida normalmente, sem risco de pseudartrose. A discrepância é tratada em geral pela epifisiodese contralateral; se a previsão passar de 5 cm, pode-se considerar o alongamento da tíbia. O resumo Alinhamento, torções e coxa vara na criança compara os três encurvamentos.

Por que esta questão foi criada. TEOT e TARO cobram repetidamente a que se associa o encurvamento posteromedial. Quem lembra do pé em calcâneo e da discrepância não cai na armadilha da pseudartrose.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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