Menino de 4 anos tratado há 10 meses de uma fratura metafisária proximal da tíbia sem desvio, com gesso, evolui com valgo progressivo da perna. Segundo o Tachdjian, é correto afirmar:
- a deformidade costuma atingir o máximo entre 1 e 2 anos depois da fratura e melhorar espontaneamente em alguns anos; a conduta inicial é observar
- a deformidade resulta de redução inadequada e deve ser corrigida logo com osteotomia proximal da tíbia
- a abertura cirúrgica para retirar partes moles interpostas na fratura evita o valgo
- a deformidade é definitiva e exige epifisiodese de toda a fise proximal da tíbia
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Conceito-chave
Uma fratura simples, sem desvio, na metáfise proximal da tíbia de uma criança de 3 a 6 anos. Gesso, consolidação perfeita. Meses depois, a família volta: a perna está entortando para fora. A primeira reação, de culpa ou de pressa, costuma ser a errada. Este é o fenômeno de COZEN.
O que acontece. Depois de uma fratura metafisária proximal da tíbia, a tíbia pode crescer em valgo. O Tachdjian cita uma incidência sugerida de 53%, ressalvando que o denominador real é desconhecido (cap. 18, Genu Valgum Secondary to Previous Proximal Tibial Fracture). Gesso moldado em varo é o recomendado para a fratura sem desvio, mas não há evidência de que impeça o valgo. A redução aberta para retirar partes moles interpostas também não preveniu a deformidade.
A educação dos pais é o tratamento mais importante. O capítulo insiste: avisar a família, desde o atendimento da fratura, que o valgo pode acontecer, e que não é consequência de tratamento mal feito. Isso evita a desconfiança e o retorno tardio.
A história natural. A deformidade atinge o máximo cerca de 1 a 2 anos depois da lesão, e uma melhora espontânea ao longo de vários anos é esperada. Ela é sobretudo estética; a limitação funcional é rara. Por isso, o tratamento é principalmente a observação.
Se o valgo for extremo ou continuar progredindo. Antes, usavam-se grampos de hemiepifisiodese; hoje, o crescimento guiado com implantes de tensão tem sucesso na maioria. Se a modulação for feita até 3 anos do início da angulação, evita-se uma deformidade em Z da tíbia. A osteotomia para corrigir o valgo é contraindicada até o começo da adolescência, porque uma osteotomia na tíbia proximal da criança em crescimento pode produzir o mesmo valgo que o trauma original produziu. O resumo Alinhamento, torções e coxa vara na criança junta esse e os outros valgos patológicos.
Por que esta questão foi criada. O TARO já perguntou qual é a sequela mais frequente da fratura proximal da diáfise da tíbia na criança. A lógica do fenômeno, e o que não fazer, é o que a banca quer ver.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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