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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

A remodelação espontânea de uma consolidação viciosa na criança é mais provável quando

  1. a deformidade é rotacional, porque a rotação é a que mais se corrige
  2. a deformidade é o cúbito varo da supracondiliana, que se corrige com o crescimento
  3. a criança é mais nova, a fratura é perto da fise e a angulação está no plano do movimento da articulação; o rádio distal corrige cerca de 1 grau por mês, enquanto o cúbito varo e as deformidades rotacionais em geral não se corrigem
  4. a fise já está fechada, porque o osso maduro remodela melhor
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Gabarito: C · a criança é mais nova, a fratura é perto da fise e a angulação está no plano do movimento da articulação; o rádio distal corrige cerca de 1 grau por mês, enquanto o cúbito varo e as deformidades rotacionais em geral não se corrigem

Conceito-chave

Uma criança de 7 anos consolida uma fratura do rádio distal com uma angulação dorsal visível na radiografia. A família se assusta, mas o ortopedista explica que, provavelmente, o osso vai se endireitar sozinho com o crescimento. Já um cúbito varo depois de uma supracondiliana, com o cotovelo torto para dentro, não vai melhorar com o tempo. A questão pergunta o que separa uma deformidade que se corrige de uma que fica.

Por que a criança remodela. Na criança, o crescimento contínuo do osso pode corrigir consolidações viciosas, e por isso a redução anatômica é menos necessária do que no adulto. A remodelação responde ao peso do corpo, à ação dos músculos, às forças de reação das articulações e a mecanismos próprios do osso, como o periósteo, que forma osso no lado côncavo da deformidade e reabsorve no convexo. Ela exige a fise aberta, e por isso é uma característica única da lesão da infância (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2, Fig. 2-23, uma fratura do úmero proximal que remodelou de forma impressionante).

As três condições. A correção espontânea e completa é mais provável quando a criança é mais nova, quando a fratura está perto da fise e quando a angulação está no plano normal de movimento da articulação vizinha. Isso aparece sobretudo nas articulações em dobradiça, como joelho, tornozelo, cotovelo e punho, em que as deformidades no plano do movimento se corrigem com relativa rapidez. O exemplo do capítulo: o rádio distal pode corrigir deformidades a cerca de 1 grau por mês, sobretudo quando a angulação acompanha a flexão e a extensão do punho.

O que não se corrige. A correção espontânea é menos provável nas angulações fora do plano de movimento, como o cúbito varo depois da fratura supracondiliana: o cotovelo dobra para a frente e para trás, e o varo está no plano do lado. E as deformidades rotacionais em geral não se corrigem espontaneamente. O resumo da diáfise do antebraço da Biblioteca lembra a mesma regra: a criança remodela, mas o quanto depende da idade e do nível da fratura, e a rotação é a deformidade que menos se corrige.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, construída sobre o mesmo princípio de questões sem gabarito oficial no acervo: o TARO 2020 (`pediatria-0720`) perguntou que deformidade da supracondiliana pode se remodelar com o crescimento, e o TARO 2006 (`pediatria-0830`), se as fraturas diafisárias do antebraço remodelam menos quanto mais proximais. O TARO 2021 (`pediatria-0591`) perguntou a principal fonte da remodelação na diáfise do fêmur.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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