As linhas de HARRIS ou PARK na metáfise, segundo o capítulo,
- aparecem depois de eventos que retardam o crescimento temporariamente (doença, bisfosfonato, infecção, trauma da fise) e somem com a remodelação; a linha que converge para a fise indica lesão localizada com risco de ponte, enquanto a assimétrica que não converge indica crescimento assimétrico
- indicam, em qualquer caso, ponte óssea já formada na fise
- são sinal de hipercrescimento por hiperemia local
- aparecem só no lado fraturado e nunca de forma simétrica no esqueleto
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Conceito-chave
Seis meses depois de uma fratura da fise, a radiografia de controle mostra uma linha branca fina atravessando a metáfise. É uma linha de HARRIS, também chamada de PARK, e ela funciona como uma marca deixada no osso que permite ler, de trás para frente, o que o crescimento fez. A questão pergunta o que essas linhas significam e como interpretá-las.
Como a linha se forma. Muitos ossos mostram, na metáfise, linhas densas e transversais de trabéculas: as linhas de HARRIS ou PARK de desaceleração ou parada do crescimento. Elas surgem depois de eventos que retardam temporariamente o crescimento ou aumentam a mineralização, como doenças, tratamento com bisfosfonato, infecção ou trauma da fise. Quando o crescimento normal volta, a linha fica para trás na metáfise e, com o tempo, se remodela e desaparece (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2).
Simétrica ou não. Nos problemas sistêmicos que afetam o crescimento, as linhas aparecem de forma simétrica em todo o esqueleto, mais grossas nas metáfises dos ossos que crescem mais rápido. Depois de uma fratura, elas servem para analisar o efeito da lesão sobre o crescimento: confirmam, por exemplo, o hipercrescimento do fêmur depois de uma fratura da diáfise ou o hipercrescimento medial depois da fratura metafisária proximal da tíbia.
Como ler a direção da linha. É aqui que está a informação mais útil. Uma linha que converge para a fise, afilando até tocá-la, indica uma lesão localizada do crescimento que pode resultar numa ponte óssea, com risco de deformidade angular (Fig. 2-20, a linha afilando até a fise medial da tíbia distal, onde se formou uma parada parcial). Já no distúrbio sem parada, a linha pode ser assimétrica, mas não converge diretamente para a fise: ela indica crescimento assimétrico, não interrupção (Fig. 2-19, em que a distância entre os parafusos dos dois lados da fise aumentou de forma desigual). O resumo da fise distal do fêmur da Biblioteca reúne essa leitura numa tabela: linha paralela à fise, afastando-se por igual, é crescimento normal retomado; linha ausente sugere parada; linha oblíqua que converge para a fise indica ponte e deformidade angular.
Como confirmar. Com suspeita de parada, a tomografia com reconstruções mostra as áreas de osso que atravessam a fise, e a ressonância avalia a arquitetura da fise e permite estimar a porcentagem da área atingida (Fig. 2-21).
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2024 (`pediatria-0538`), que perguntou o que as linhas de PARK e HARRIS significam nas fraturas fisárias (distúrbio do crescimento da fise, por retardo temporário do ritmo de crescimento). Aqui o ângulo é a leitura da direção da linha.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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