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Questão de Lesões fisárias (OrtoQuestões Simulados)

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OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

As linhas de HARRIS ou PARK na metáfise, segundo o capítulo,

  1. aparecem depois de eventos que retardam o crescimento temporariamente (doença, bisfosfonato, infecção, trauma da fise) e somem com a remodelação; a linha que converge para a fise indica lesão localizada com risco de ponte, enquanto a assimétrica que não converge indica crescimento assimétrico
  2. indicam, em qualquer caso, ponte óssea já formada na fise
  3. são sinal de hipercrescimento por hiperemia local
  4. aparecem só no lado fraturado e nunca de forma simétrica no esqueleto
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Gabarito: A · aparecem depois de eventos que retardam o crescimento temporariamente (doença, bisfosfonato, infecção, trauma da fise) e somem com a remodelação; a linha que converge para a fise indica lesão localizada com risco de ponte, enquanto a assimétrica que não converge indica crescimento assimétrico

Conceito-chave

Seis meses depois de uma fratura da fise, a radiografia de controle mostra uma linha branca fina atravessando a metáfise. É uma linha de HARRIS, também chamada de PARK, e ela funciona como uma marca deixada no osso que permite ler, de trás para frente, o que o crescimento fez. A questão pergunta o que essas linhas significam e como interpretá-las.

Como a linha se forma. Muitos ossos mostram, na metáfise, linhas densas e transversais de trabéculas: as linhas de HARRIS ou PARK de desaceleração ou parada do crescimento. Elas surgem depois de eventos que retardam temporariamente o crescimento ou aumentam a mineralização, como doenças, tratamento com bisfosfonato, infecção ou trauma da fise. Quando o crescimento normal volta, a linha fica para trás na metáfise e, com o tempo, se remodela e desaparece (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2).

Simétrica ou não. Nos problemas sistêmicos que afetam o crescimento, as linhas aparecem de forma simétrica em todo o esqueleto, mais grossas nas metáfises dos ossos que crescem mais rápido. Depois de uma fratura, elas servem para analisar o efeito da lesão sobre o crescimento: confirmam, por exemplo, o hipercrescimento do fêmur depois de uma fratura da diáfise ou o hipercrescimento medial depois da fratura metafisária proximal da tíbia.

Como ler a direção da linha. É aqui que está a informação mais útil. Uma linha que converge para a fise, afilando até tocá-la, indica uma lesão localizada do crescimento que pode resultar numa ponte óssea, com risco de deformidade angular (Fig. 2-20, a linha afilando até a fise medial da tíbia distal, onde se formou uma parada parcial). Já no distúrbio sem parada, a linha pode ser assimétrica, mas não converge diretamente para a fise: ela indica crescimento assimétrico, não interrupção (Fig. 2-19, em que a distância entre os parafusos dos dois lados da fise aumentou de forma desigual). O resumo da fise distal do fêmur da Biblioteca reúne essa leitura numa tabela: linha paralela à fise, afastando-se por igual, é crescimento normal retomado; linha ausente sugere parada; linha oblíqua que converge para a fise indica ponte e deformidade angular.

Como confirmar. Com suspeita de parada, a tomografia com reconstruções mostra as áreas de osso que atravessam a fise, e a ressonância avalia a arquitetura da fise e permite estimar a porcentagem da área atingida (Fig. 2-21).

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2024 (`pediatria-0538`), que perguntou o que as linhas de PARK e HARRIS significam nas fraturas fisárias (distúrbio do crescimento da fise, por retardo temporário do ritmo de crescimento). Aqui o ângulo é a leitura da direção da linha.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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