Sobre a irrigação da fise e o risco de distúrbio de crescimento, segundo o capítulo, é correto:
- vasos atravessam a fise e ligam diretamente a epífise à metáfise
- a lesão da circulação metafisária é a principal causa de parada do crescimento
- a parte cartilaginosa da fise é avascular; os vasos epifisários nutrem a camada germinativa por difusão, por isso a lesão da circulação epifisária ameaça a fise, enquanto a da metafisária em geral não causa parada; tíbia proximal e distal e rádio distal são exemplos de epífise tipo B
- a epífise do tipo A é a mais protegida contra a isquemia
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Conceito-chave
Por que algumas fraturas que passam pela fise deixam a criança com o membro torto ou curto anos depois, e outras, aparentemente parecidas, curam sem sequela? Grande parte da resposta não está no traço, mas no sangue. A questão pergunta como a fise é irrigada e por que isso decide o prognóstico.
A fise não tem vasos por dentro. A parte de cartilagem da fise é avascular. Nenhum vaso atravessa a fise: ela separa a circulação da epífise da circulação da metáfise. Mas está cercada por uma rede vascular vital, necessária para a difusão de nutrientes e para o reparo: os vasos epifisários, os metafisários e os vasos pericondrais que contornam a borda (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2, Fig. 2-6).
Quem nutre o quê. Os vasos epifisários chegam pela epífise e nutrem o osso subcondral e, por difusão através da placa epifisária, as células germinativas da fise, as que fazem o osso crescer. Os vasos metafisários terminam junto à fise em grandes alças de fluxo lento e são os que formam a esponjosa primária na zona de ossificação. A placa epifisária, ao lado das células germinativas, dá apoio mecânico à fise e impede que os vasos epifisários toquem diretamente essas células.
Por que isso decide o prognóstico. Como a camada germinativa depende da circulação epifisária, a lesão dos vasos epifisários pode comprometer a fise a longo prazo, enquanto a lesão da circulação metafisária em geral não leva à parada do crescimento. Na parte de fraturas fisárias, o capítulo diz que, perto da fise, a vascularização tem primazia até sobre a estabilidade: a fratura que fica na metáfise, não cruza a fise e poupa a circulação da epífise tende a curar bem; a que prejudica o sangue da epífise pode atrapalhar de forma grave e permanente o crescimento. A exceção são os tipos I e II muito desviados, que podem romper as artérias epifisárias à distância.
Os dois tipos de epífise. O capítulo classifica a irrigação epifisária em tipo A, como nas epífises proximais do úmero e do fêmur, e tipo B, como na tíbia proximal e distal e no rádio distal. Os dois diferem na suscetibilidade à isquemia, e as epífises do tipo A são as mais expostas a uma lesão isquêmica extensa da fise.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2022 (`pediatria-0569`), que perguntou em que epífises a separação entre epífise e metáfise compromete o suprimento sanguíneo da camada germinativa; o gabarito oficial é fêmur proximal e rádio proximal. O capítulo cita como exemplos do tipo A o úmero proximal e o fêmur proximal e não menciona o rádio proximal, por isso a questão foi construída sobre os exemplos do tipo B, que o capítulo nomeia.
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