Na periferia da fise, a zona de RANVIER e o anel pericondral de LACROIX são responsáveis, respectivamente, por
- estabilizar a epífise sobre a metáfise; o crescimento periférico da fise
- a nutrição da camada germinativa; a nutrição da metáfise
- a ossificação endocondral do centro da fise; a formação da cartilagem articular
- o crescimento periférico da fise; a estabilização mecânica da epífise sobre a metáfise
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Conceito-chave
A fise é uma placa de cartilagem presa entre dois ossos, a epífise e a metáfise, recebendo carga, torção e cisalhamento o tempo todo. O que impede a epífise de escorregar? E o que faz a fise crescer para os lados, acompanhando o osso que engrossa? As respostas são duas estruturas pequenas na borda da fise, e a banca adora trocar uma pela outra.
As zonas da fise. O capítulo descreve as zonas em ordem, da epífise para a metáfise (Fig. 2-5). A germinativa, ou de reserva, com condrócitos ainda indiferenciados e fibras colágenas horizontais; a proliferativa, com divisão ativa e condrócitos empilhados em colunas; a hipertrófica, em que as células aumentam e produzem matriz, preparando a passagem de cartilagem para osso (o colágeno do tipo X marca essa maturação); a da calcificação provisória, onde a calcificação atinge o máximo; e a de ossificação, já na metáfise e vascularizada, onde os condrócitos morrem ou se transformam em osteoblastos e se forma a esponjosa primária. A matriz da fise é sobretudo de colágeno do tipo II. As zonas proliferativa e hipertrófica são as que mais se deformam sob compressão (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2).
A borda da fise. Ali ficam as duas estruturas da questão. A zona de RANVIER é uma estrutura triangular, microscópica, com fibroblastos, condroblastos e osteoblastos, responsável pelo crescimento periférico da fise, isto é, pelo crescimento em largura. O anel pericondral de LACROIX é uma estrutura fibrosa que liga o periósteo da metáfise à epífise cartilaginosa, e é essencial para estabilizar a epífise sobre a metáfise. A cortical fenestrada da metáfise chega até a fise como o anel ósseo de LACROIX.
Como tudo se prende. O periósteo, frouxo na diáfise, prende-se firmemente à metáfise e se insere densamente na periferia da fise, fundindo-se com a zona de RANVIER e com o pericôndrio da epífise. O pericôndrio, por sua vez, continua sem interrupção no periósteo, e essa continuidade reforça a junção entre epífise e metáfise.
Onde isso aparece na clínica. O resumo da fise distal do fêmur da Biblioteca mostra o anel pericondral reforçando a periferia da fise e lembra que, na adolescência, ele afina, o que ajuda a explicar por que o adolescente fratura essa fise com trauma de menor energia. Uma estrutura que estabiliza e afina com a idade é um bom candidato a cair em prova.
Por que esta questão foi criada. É gêmea de três questões oficiais: o TARO 2010 (`pediatria-0431`) perguntou a função do anel de LACROIX (estabilização mecânica), o TARO 2018 (`pediatria-0622`), a estrutura que garante a estabilidade da junção entre osso e cartilagem (LACROIX), e o TARO 2016 (`pediatria-0474`), o que é o anel (fibroso, prende a epífise à metáfise). Aqui as duas estruturas vêm juntas, para testar a troca.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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