Sobre a fixação das fraturas e a biologia da consolidação, segundo o capítulo, é correto:
- a placa sempre deve buscar estabilidade absoluta, mesmo com o foco cominutivo e mal vascularizado
- a placa com compressão e estabilidade absoluta leva à consolidação primária quando há boa irrigação nas pontas; com cominuição, lesão de partes moles ou pouca irrigação, prefere-se estabilidade relativa (placa biológica, com micromovimento) ou haste intramedular, que divide a carga e poupa o periósteo
- a fresagem para a haste destrói de forma permanente a circulação endosteal
- a haste mais grossa possível é sempre a melhor, porque aumenta a estabilidade sem custo vascular
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Conceito-chave
Quando o gesso não basta para segurar a fratura, entra o implante. O capítulo insiste que a escolha não é só mecânica: placa e haste mudam também a biologia do foco, e é preciso equilibrar a deformação e a vascularização para a fratura consolidar. A questão pergunta como cada estratégia se encaixa nesse equilíbrio.
Antes do implante. Quando o periósteo está parcialmente íntegro e forte, técnicas pouco invasivas, como os fios percutâneos, podem bastar para manter os fragmentos. Placas e parafusos ou dispositivos intramedulares entram quando a fratura pede mais (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2).
A placa para a consolidação primária. Quando há boa irrigação nas pontas dos fragmentos, placas e parafusos que comprimem o foco reduzem a deformação ao mínimo, e a fratura consolida por formação direta de osso, sem calo de cartilagem. Pré-moldar a placa aumenta a compressão na cortical oposta e favorece a consolidação primária e mais rápida.
Quando a estabilidade absoluta atrapalha. Buscá-la a qualquer custo pode levar à pseudartrose em três situações: quando o alinhamento adequado não é possível, quando grande parte do foco está sem irrigação por causa da lesão, e quando a própria placa compromete demais o sangue. Fraturas com cominuição extensa, lesão importante de partes moles ou em áreas pouco irrigadas pedem construções que permitam algum movimento: a estabilidade relativa, terreno da ossificação endocondral. A placa ainda serve se for usada de modo a permitir micromovimento no foco, estimulando o calo: é a placa biológica. O equilíbrio é fino: movimento de menos impede o calo, movimento demais leva à pseudartrose. Por isso as placas de contato limitado preservam o periósteo, encostando no osso só em volta dos parafusos.
A haste intramedular. É o tratamento predominante de muitas fraturas diafisárias porque reúne os princípios do capítulo: divide a carga com o osso, dá estabilidade relativa com o micromovimento que favorece os condrócitos e a ossificação endocondral, e poupa o periósteo em volta do foco. A fresagem interrompe a rede vascular endosteal, mas a isquemia é passageira, compensada pelo aumento do fluxo vindo do periósteo. Uma haste mais grossa melhora a estabilidade depois da fresagem, mas pode lesar mais a cortical e atrasar a volta do fluxo medular: é preciso escolher o diâmetro equilibrando estabilidade e vascularização.
| Estratégia | Estabilidade | Consolidação | Quando |
|---|---|---|---|
| Placa com compressão | Absoluta | Primária | Boa irrigação, alinhamento possível |
| Placa biológica | Relativa | Secundária (calo) | Cominuição, partes moles lesadas, pouca irrigação |
| Haste intramedular | Relativa, divide a carga | Secundária | Muitas fraturas diafisárias |
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. Estabilidade absoluta e relativa é tema de prova, e o capítulo liga cada uma ao seu tipo de consolidação.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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