Numa fratura transversa simples da criança, antes de qualquer manipulação, como o capítulo ensina a localizar na radiografia o lado em que o periósteo está roto?
- o periósteo está roto do lado do fragmento de THURSTON-HOLLAND
- o periósteo está roto do lado da cominuição
- o periósteo está roto do lado para onde o fragmento distal se desviou
- o ápice da fratura aponta para o lado da tensão máxima, onde o periósteo está roto; cominuição e fragmento de THURSTON-HOLLAND ficam do lado oposto, o da compressão
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Conceito-chave
O periósteo não aparece na radiografia, mas deixa rastros. Saber onde ele rasgou é a primeira das quatro tarefas que o capítulo propõe para tratar a fratura da criança, porque o lado roto mostra o que está em risco e o lado íntegro mostra por onde reduzir. A questão pergunta como encontrar esse lado numa fratura transversa simples, antes de qualquer manipulação.
As quatro tarefas. O capítulo organiza o tratamento em quatro passos: identificar onde o periósteo rasgou, avaliar as partes moles vizinhas, usar o periósteo íntegro para reduzir e substituir o periósteo roto para estabilizar. Tudo começa pelo primeiro (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2).
As pistas do exame. As mesmas forças que rasgam o periósteo também machucam o que está em volta dele. Por isso hematoma, edema, equimose ou uma ferida marcam o lado da maior tensão. Quando o desvio ameaça vasos e nervos, uma paralisia ou a perda do pulso também apontam o lado roto.
As pistas da radiografia. Antes de qualquer manipulação, o fragmento distal se desvia para longe da força de tensão máxima. O capítulo dá uma regra para a fratura transversa simples: o ápice da fratura aponta para o lado da tensão máxima, onde o periósteo provavelmente está roto. Pense num graveto dobrado até rachar: a ponta do ângulo fica do lado que esticou e abriu. E o que nasce da compressão fica do outro lado: a cominuição e o fragmento de THURSTON-HOLLAND aparecem opostos ao lado da tensão, ou seja, do lado em que o periósteo continua íntegro.
A exceção. O periósteo pode romper em toda a volta nos traumas quase amputantes ou depois de tentativas de redução vigorosas demais. São exceções. Na regra, a clínica e a radiografia dão um mapa confiável de onde está o rasgo e, por consequência, de onde está a dobradiça.
Onde a banca usa isso. A mesma regra aparece em regiões diferentes. No rádio distal com o fragmento desviado para dorsal, o ápice é volar: o periósteo volar rompe e o dorsal fica íntegro, como descreve o resumo do rádio distal da Biblioteca. Na supracondiliana, o desvio do fragmento distal mostra o lado oposto do rasgo. O lado roto é também o lado das partes moles em risco, a tarefa 2.
Por que esta questão foi criada. É gêmea de duas questões que dependem dessa regra: o TARO 2021 (`pediatria-0592`), que perguntou onde rompe o periósteo na supracondiliana com desvio posteromedial, e o TEPOP 2024 (`pediatria-0944`), que perguntou o estado do periósteo volar e dorsal no rádio distal com ápice volar. Nessa última, o gabarito oficial marcou a combinação inversa à que o capítulo e o resumo do rádio distal sustentam, e o comentário dela traz um alerta.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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