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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o periósteo da criança e o seu papel na fratura, segundo o capítulo, é correto:

  1. é mais fino e mais aderente que o do adulto, o que explica o desvio maior das fraturas da criança
  2. é mais espesso, mais fácil de descolar e mais osteogênico; costuma romper do lado da tensão e ficar íntegro do lado da compressão
  3. rompe primeiro do lado da compressão, onde a cortical cede antes
  4. só participa da consolidação depois que o canal medular se revasculariza
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Gabarito: B · é mais espesso, mais fácil de descolar e mais osteogênico; costuma romper do lado da tensão e ficar íntegro do lado da compressão

Conceito-chave

Pense numa criança de 6 anos que cai do balanço e quebra o antebraço. Na radiografia, o osso partiu, mas os fragmentos quase não se afastaram, e semanas depois já há um calo grosso. No adulto, a mesma queda daria um desvio maior, uma redução mais difícil e uma consolidação mais lenta. A diferença não aparece na radiografia: é o periósteo, a membrana que envolve o osso. A questão pergunta como ele é na criança e como ele se comporta na fratura.

Como é o periósteo da criança. É mais espesso, mais fácil de descolar do osso e tem maior potencial osteogênico que o do adulto. O capítulo dá um exemplo extremo: na criança pequena, mesmo a retirada completa de uma diáfise, com o periósteo preservado, pode ser seguida de nova formação do osso. Ele tem duas camadas. A externa, fibrosa, leva os vasos e dá inserção às partes moles; a interna, o câmbio, guarda as células que formam osso. Essas células são os pericitos, as células-tronco da consolidação, que viram condrócitos ou osteoblastos conforme o ambiente da fratura (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 2, Fig. 2-1).

Como a fratura acontece. A criança cai e o osso recebe uma força de compressão, quase nunca exatamente no eixo. Um lado do osso é comprimido e o outro, tracionado. Periósteo e osso toleram de forma diferente a compressão e a tração, o que o capítulo chama de anisotropia biomecânica, e a fratura começa no ponto de maior tensão: o periósteo cede primeiro, depois a cortical. Com energia suficiente, o traço atravessa até o lado comprimido e a fratura se completa. Se a energia acaba antes, fica a fratura incompleta, o galho verde. Algumas lesões, como a fratura do lactente que começa a andar e a supracondiliana oculta, podem envolver sobretudo o periósteo.

O que sobra depois. Na fratura completa, o periósteo do lado da compressão costuma ficar íntegro, porque resiste melhor a compressão do que a tração. À medida que o fragmento desvia, ele descola da cortical, mas continua inteiro. É essa manga íntegra que muda tudo.

Por que ela ajuda. A dobradiça de periósteo limita o desvio dos fragmentos, serve de apoio para a redução e mantém a continuidade de tecido entre os fragmentos, de modo que o osso novo formado embaixo dela põe uma ponte rápida sobre o foco. O periósteo também comanda a remodelação: forma osso no lado côncavo da deformidade e reabsorve no convexo, até a diáfise ficar reta. O resumo do rádio distal da Biblioteca usa exatamente essa ideia quando fala do periósteo íntegro como banda de tensão na redução.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O periósteo é o centro do capítulo, e a banca já usa essa lógica em questões de regiões específicas, como o TARO 2021 (`pediatria-0592`), que perguntou de que lado o periósteo rompe na supracondiliana.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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