No gesso pendente para fratura do colo cirúrgico do úmero ou da diáfise do úmero na criança, segundo o capítulo:
- o gesso precisa de moldagem íntima no foco para manter a redução
- a criança deve dormir deitada, para a tração da gravidade ser contínua
- prender a alça do colar no antebraço perto demais do cotovelo pode aumentar a angulação anterior, e perto demais do punho, a angulação posterior; a criança precisa dormir sentada por algumas semanas
- é indicado para fraturas muito anguladas e desviadas, que não ficariam aceitáveis de outro jeito
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Conceito-chave
Em volta do ombro, quase nada segura uma redução. O úmero proximal e a clavícula ficam cercados de músculos, e um gesso não consegue prender o fragmento no lugar. Por isso a imobilização ali serve mais ao conforto, e o gesso pendente usa uma força que não depende de moldagem nenhuma: a gravidade. A questão pergunta como ele funciona e onde ele dá errado.
O ombro e a clavícula. Pelas restrições anatômicas, é muito difícil reduzir e impossível segurar firme um fragmento do úmero proximal ou da clavícula com meios fechados. A exceção histórica, o gesso toracobraquial para o úmero proximal desviado, era difícil de fazer e de usar e foi substituída pela fixação interna. Na clavícula, o colar em oito foi pensado para puxar o ombro para trás e reduzir o encurtamento, mas o efeito é mínimo e a força necessária incomoda; como os resultados clínicos são iguais, o paciente escolhe entre o colar em oito e a tipoia. No úmero proximal, uma tala em pinça do braço protege a fratura; a borda medial alta ou grossa demais incomoda a axila, e a borda lateral baixa, terminando perto do foco, aumenta o braço de alavanca em vez de imobilizar (Fig. 4-16) (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).
Como funciona o gesso pendente. É indicado nas fraturas do colo cirúrgico e da diáfise do úmero, pouco anguladas ou com os fragmentos cavalgados. É um gesso axilopalmar simples, sem moldagem íntima: o peso do gesso faz uma distração gradual que alinha a fratura. A criança precisa dormir sentada por algumas semanas, até a fratura consolidar o bastante para trocar por uma tala.
Onde ele dá errado. A primeira armadilha é a criança que não consegue dormir sentada: deitada, a gravidade deixa de puxar. A segunda é o ponto em que a alça do colar se prende ao antebraço. Presa perto demais do cotovelo, ela pode aumentar a angulação anterior; presa perto demais do punho, pode causar angulação posterior. Pense no gesso como um pêndulo: o ponto de suspensão muda a direção em que o peso puxa o fragmento distal. O resumo Gesso e tala na criança reúne essas armadilhas.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O gesso pendente já aparece nos simulados de conceitos básicos pela ação da gravidade; aqui o ângulo é a posição da alça e o sono sentado.
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