Orto Questões

Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

No gesso pendente para fratura do colo cirúrgico do úmero ou da diáfise do úmero na criança, segundo o capítulo:

  1. o gesso precisa de moldagem íntima no foco para manter a redução
  2. a criança deve dormir deitada, para a tração da gravidade ser contínua
  3. prender a alça do colar no antebraço perto demais do cotovelo pode aumentar a angulação anterior, e perto demais do punho, a angulação posterior; a criança precisa dormir sentada por algumas semanas
  4. é indicado para fraturas muito anguladas e desviadas, que não ficariam aceitáveis de outro jeito
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: C · prender a alça do colar no antebraço perto demais do cotovelo pode aumentar a angulação anterior, e perto demais do punho, a angulação posterior; a criança precisa dormir sentada por algumas semanas

Conceito-chave

Em volta do ombro, quase nada segura uma redução. O úmero proximal e a clavícula ficam cercados de músculos, e um gesso não consegue prender o fragmento no lugar. Por isso a imobilização ali serve mais ao conforto, e o gesso pendente usa uma força que não depende de moldagem nenhuma: a gravidade. A questão pergunta como ele funciona e onde ele dá errado.

O ombro e a clavícula. Pelas restrições anatômicas, é muito difícil reduzir e impossível segurar firme um fragmento do úmero proximal ou da clavícula com meios fechados. A exceção histórica, o gesso toracobraquial para o úmero proximal desviado, era difícil de fazer e de usar e foi substituída pela fixação interna. Na clavícula, o colar em oito foi pensado para puxar o ombro para trás e reduzir o encurtamento, mas o efeito é mínimo e a força necessária incomoda; como os resultados clínicos são iguais, o paciente escolhe entre o colar em oito e a tipoia. No úmero proximal, uma tala em pinça do braço protege a fratura; a borda medial alta ou grossa demais incomoda a axila, e a borda lateral baixa, terminando perto do foco, aumenta o braço de alavanca em vez de imobilizar (Fig. 4-16) (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).

Como funciona o gesso pendente. É indicado nas fraturas do colo cirúrgico e da diáfise do úmero, pouco anguladas ou com os fragmentos cavalgados. É um gesso axilopalmar simples, sem moldagem íntima: o peso do gesso faz uma distração gradual que alinha a fratura. A criança precisa dormir sentada por algumas semanas, até a fratura consolidar o bastante para trocar por uma tala.

Onde ele dá errado. A primeira armadilha é a criança que não consegue dormir sentada: deitada, a gravidade deixa de puxar. A segunda é o ponto em que a alça do colar se prende ao antebraço. Presa perto demais do cotovelo, ela pode aumentar a angulação anterior; presa perto demais do punho, pode causar angulação posterior. Pense no gesso como um pêndulo: o ponto de suspensão muda a direção em que o peso puxa o fragmento distal. O resumo Gesso e tala na criança reúne essas armadilhas.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O gesso pendente já aparece nos simulados de conceitos básicos pela ação da gravidade; aqui o ângulo é a posição da alça e o sono sentado.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo