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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança com fratura supracondiliana fixada com fios percutâneos e gesso tem febre fora do período pós-operatório imediato e dor nos fios. Segundo o capítulo,

  1. a infecção do trajeto dos fios é raríssima, menos de 0,1%, e dispensa examinar a ferida
  2. a infecção superficial do fio nunca alcança a articulação
  3. fios de fraturas como côndilo lateral, supracondiliana, fise distal do fêmur e úmero proximal podem penetrar a articulação; a infecção pode virar artrite séptica, tratada com lavagem e desbridamento cirúrgicos, considerando retirar os fios mesmo sem consolidação
  4. os fios devem ser mantidos até a consolidação completa, com antibiótico oral, mesmo com artrite séptica
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Gabarito: C · fios de fraturas como côndilo lateral, supracondiliana, fise distal do fêmur e úmero proximal podem penetrar a articulação; a infecção pode virar artrite séptica, tratada com lavagem e desbridamento cirúrgicos, considerando retirar os fios mesmo sem consolidação

Conceito-chave

Três semanas depois de uma supracondiliana fixada com fios percutâneos e gesso, a criança tem febre, já bem longe dos primeiros dias da cirurgia, e reclama de dor justamente onde os fios saem. O gesso esconde tudo. A questão pergunta o que fazer, e a resposta depende de uma pergunta anatômica: para onde aquele fio vai, por dentro do cotovelo?

O gesso protege e esconde. A grande maioria dos gessos pós-operatórios vai bem, mas o gesso sobre uma ferida ou sobre fios pode atrasar o diagnóstico de infecção. O capítulo estima que 1% a 4% das supracondilianas fixadas com fios tenham inflamação ou infecção do trajeto do fio (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).

Quando desconfiar. Febre sem explicação fora do período perioperatório, dor crescente nos fios, cheiro ruim ou secreção pelo gesso pedem avaliação por alguém da equipe ortopédica. A ferida tem de ser vista, abrindo uma janela no gesso ou retirando-o, e vale pedir hemograma, VHS e PCR.

A infecção superficial. Se a infecção é precoce e a fratura ainda não consolidou, o antibiótico oral pode controlar a infecção por tempo suficiente para a fratura consolidar mais, e só então retirar os fios. É uma forma de ganhar tempo sem perder a fixação.

Quando o fio passa pela articulação. Algumas fraturas são fixadas com fios que têm grande chance de penetrar a articulação: as do côndilo lateral, a supracondiliana do úmero, as da fise distal do fêmur e as do úmero proximal. Nesses casos, a infecção superficial do trajeto pode seguir pelo fio e virar artrite séptica, uma situação muito mais grave. A conduta muda: em geral, lavagem e desbridamento cirúrgicos, e a retirada dos fios deve ser considerada mesmo sem a fratura consolidada. A articulação infectada vale mais do que a fixação.

Os cuidados que previnem. Ao fazer o gesso, as pontas dos fios são dobradas, um feltro estéril ou curativo com antibiótico protege o orifício, e o algodão cobre os fios para eles não grudarem no gesso. Os protetores de fio podem se soltar e virar ponto de pressão. Gaze circular sobre a ferida também é proibida: com sangue seco, vira um garrote. O resumo Gesso e tala na criança reúne esses cuidados.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O número de 1% a 4% e a diferença entre infecção do trajeto e artrite séptica têm cara de prova.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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