Sobre o gesso antebraquiopalmar (curto) nas fraturas do antebraço da criança, segundo o capítulo:
- é contraindicado nas fraturas dos dois ossos do terço distal, que exigem gesso axilopalmar
- deve ter corte transversal cilíndrico, com índice do gesso próximo de 1
- serve só para fraturas sem desvio
- estudos randomizados de boa qualidade mostraram que as fraturas dos dois ossos do terço distal vão igualmente bem com gesso curto ou longo; o gesso deve ser oval no corte, com índice perto de 0,7
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Conceito-chave
Durante muito tempo, fratura dos dois ossos do antebraço significava gesso acima do cotovelo, com a criança sem poder dobrar o braço por semanas. Para o terço distal, isso mudou. A questão pergunta o que a evidência mostrou e o que faz um gesso curto segurar a redução.
O que os estudos mostraram. O capítulo diz que hoje existem estudos randomizados prospectivos de boa qualidade mostrando que as fraturas dos dois ossos do terço distal são tratadas igualmente bem com gesso curto ou com gesso longo. Por isso, o gesso antebraquiopalmar é adequado para a maioria das fraturas do rádio e da ulna distais (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).
O que faz o gesso curto segurar. A técnica de aplicação é a mesma do gesso longo, com molde no ápice, na borda ulnar e interósseo. O detalhe que decide é a forma: o segmento distal tem de ficar oval no corte transversal, não cilíndrico. O índice do gesso deve ficar perto de 0,7. O resumo das fraturas do rádio e da ulna distais da Biblioteca define a medida com precisão: é a razão entre o diâmetro interno do gesso no perfil e no AP, no nível da fratura, e 0,7 ou menos indica gesso bem moldado ("o gesso do antebraço deve ser chato, não redondo"). Pense num tubo redondo e num tubo achatado: dentro do redondo, o antebraço gira e o fragmento escorrega; dentro do achatado, moldado no espaço entre o rádio e a ulna, ele fica preso.
O ganho além da comodidade. Ao falar de rigidez e contraturas, o capítulo cita o gesso curto nas fraturas do antebraço distal entre as alternativas que diminuem os riscos da imobilização prolongada ou ao menos encurtam o tempo de gesso. Imobilização longa demais leva a rigidez, atrofia muscular, degradação da cartilagem, enfraquecimento dos ligamentos e osteoporose, e cotovelo, tornozelo e dedos são os lugares que mais enrijecem. Deixar o cotovelo livre, quando a evidência permite, é tirar uma articulação desse risco.
Quando ainda se vai acima do cotovelo. O gesso longo continua sendo o recurso para as fraturas mais proximais e para as que precisam de controle completo da rotação. Na fratura que perde a redução quando o cotovelo é fletido a 90 graus, o capítulo descreve o gesso longo em extensão com o polegar incluído, que controla toda a rotação e mantém o comprimento. O resumo Gesso e tala na criança compara essas opções.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. Gesso curto ou longo no terço distal é uma decisão do dia a dia, e o índice de 0,7 é o número que a banca gosta.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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