Na fratura em galho verde dos dois ossos do antebraço da criança, em níveis diferentes, com angulação de ápice volar, a rotação que ajuda a reduzir e a regra prática do capítulo são, respectivamente,
- supinação; girar o polegar para longe do ápice
- supinação; girar o polegar em direção ao ápice
- pronação; girar o polegar em direção ao ápice da deformidade
- pronação; girar o polegar para longe do ápice
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Conceito-chave
Uma criança cai com a mão estendida, girando o corpo, e quebra os dois ossos do antebraço em alturas diferentes, sem separar completamente os fragmentos: é o galho verde. Na radiografia em perfil, os dois ossos fazem um ângulo com o vértice voltado para a palma, o ápice volar. A questão pergunta para que lado girar o antebraço para reduzir e qual regra permite acertar isso sem decorar.
Por que o galho verde é uma fratura de rotação. O antebraço funciona como uma articulação, com quase 180 graus de pronação e supinação: o rádio gira em torno da ulna. Quando os dois ossos quebram em níveis diferentes, isso indica um mecanismo rotacional. A angulação que se vê na radiografia é a expressão dessa rotação (resumo Fraturas da diáfise do rádio e da ulna na criança, capítulo 10 do Rockwood crianças).
A relação entre ápice e mecanismo. O galho verde de ápice dorsal vem de hiperpronação: o antebraço fica deformado em pronação. O de ápice volar vem de hipersupinação, com o antebraço deformado em supinação. NOONAN e PRICE observaram que a maioria dos galhos verdes é de supinação, com ápice volar. Reduzir é inverter a força que produziu a fratura: o ápice dorsal, feito em pronação, reduz com supinação; o ápice volar, feito em supinação, reduz com pronação.
A regra que resolve sem decorar. O capítulo do gesso a chama de regra do polegar: girar o polegar em direção ao ápice da deformidade ajuda a reduzir. Se o ápice é volar, o polegar gira para o lado da palma, e isso é pronar. Se o ápice é dorsal, o polegar gira para o dorso, e isso é supinar. NOONAN e PRICE deram o mesmo atalho com a palma da mão: rodar a palma em direção ao ápice (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4; resumo do capítulo 10).
Como isso entra no gesso. Com a criança sedada e sob fluoroscopia, a rotação certa da mão e do punho é conferida antes do gesso. A fibra de vidro é aplicada de distal para proximal, com molde no ápice, na borda ulnar e no espaço interósseo, para o gesso ficar achatado; depois vêm o braço e o molde supracondiliano. Na fratura completamente desviada no mesmo nível, o recurso é o molde de três pontos, e a rotação é a última posição a ajustar. O resumo Gesso e tala na criança reúne esses passos.
| Galho verde do antebraço | Mecanismo | Reduz com |
|---|---|---|
| Ápice dorsal | Hiperpronação | Supinação |
| Ápice volar (o mais comum) | Hipersupinação | Pronação |
| Regra | Polegar (ou palma) para o ápice |
Por que esta questão foi criada. É gêmea da questão SBOT-SP `pediatria-0702`, que perguntou a redução do galho verde de ápice dorsal em níveis diferentes (simples supinação). Aqui o ápice é volar e a resposta se inverte pela mesma regra. O TARO 2026 (`pediatria-0523`) cobrou o mecanismo do ápice volar (supinação).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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