Na confecção do gesso pelvipodálico (spica) da criança na mesa de spica, segundo o capítulo:
- coloca-se sobre o abdome, por baixo do forro, uma toalha de 2 a 4 polegadas de espessura que é retirada depois; se a criança dessaturar durante o gesso, retirar esse coxim costuma resolver
- a fralda deve ser colocada só por fora do gesso, cobrindo a região perineal recortada
- a barra entre as pernas deve ser colocada logo no início, com o gesso ainda mole, para firmar a posição
- o triângulo do residente é a região anterior do abdome que deve ficar descoberta para a respiração
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Conceito-chave
O gesso pelvipodálico de uma criança pequena é quase uma pequena cirurgia: anestesia, mesa especial, quatro ou cinco pessoas na sala. Boa parte das complicações vem de detalhes que parecem menores, como o espaço para a barriga, o canto de trás que ninguém cobre e a fralda. A questão pergunta qual desses detalhes está certo.
A equipe e a mesa. O gesso é feito numa mesa de spica bem acolchoada e firmemente presa à mesa cirúrgica. Uma pessoa cuida do tronco para a criança não cair, um ou dois auxiliares seguram as pernas, a anestesia cuida da cabeça e da via aérea, e sobra o quarto ou quinto membro da equipe para fazer o gesso. Como são gessos grandes, quase todos são feitos com material sintético (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).
O espaço da barriga. Antes de colocar a criança na mesa, alguns centros vestem um forro impermeável no tronco e nas pernas. Sobre o abdome, por baixo do forro, coloca-se uma toalha ou coxim de 2 a 4 polegadas de espessura, que é retirado quando o gesso estiver seco, para deixar espaço para a alimentação e a respiração. Se a criança dessatura durante o gesso, puxar esse coxim costuma resolver. Depois, às vezes, ainda se abre um furo no gesso sobre a barriga para dar mais espaço.
O acolchoamento e o triângulo do residente. Aplicam-se de 3 a 6 camadas de algodão, mais nas proeminências, como a patela e os calcanhares, cobrindo todo o períneo e subindo alto no tórax, porque é muito difícil acrescentar algodão depois que o gesso começou. Ao envolver o tórax e descer pela coxa sadia, é preciso cobrir o triângulo do residente: a área posterior do gesso na junção da coxa, da nádega e do tórax, o canto que costuma ficar fraco.
A ordem, a barra e a fralda. O membro fraturado é engessado de proximal para distal, do tórax pelo quadril até a coxa distal, depois joelho e perna, e só então pé e tornozelo. Não se faz primeiro uma bota para tracionar o fêmur, porque isso se associa a lesão de partes moles e síndrome compartimental. A barra entre as pernas depende da resistência do gesso, geralmente nem é necessária em lactentes e crianças pequenas, e, se for usada, espera a cura completa para não criar ponto de pressão. Na criança que não usa o vaso, um absorvente vai dentro da região perineal recortada e a fralda vai por cima; a fralda só por fora não encosta no períneo, e a urina escorre para baixo do gesso antes de ser absorvida (Fig. 4-17). O resumo Gesso e tala na criança descreve essa sequência passo a passo.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2024 (`pediatria-0541`), que perguntou a complicação mais temida da bota gessada feita primeiro com tração excessiva na spica do fêmur, a síndrome compartimental. Aqui o ângulo são os outros detalhes técnicos da mesma seção.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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