Menino de 7 anos com cotovelo flutuante (fratura supracondiliana e fratura do antebraço do mesmo lado) e paralisia de nervo associada. Segundo o capítulo, a melhor forma de tratar e imobilizar é
- redução fechada e gesso axilopalmar circular fechado, sem abertura, para não perder a redução
- gesso circular com algodão espesso e reavaliação no dia seguinte
- tala gessada isolada e tratamento conservador das duas fraturas
- fixação interna das fraturas e tala, gesso bivalvado fácil de abrir ou gesso com espuma grossa, deixando exposta a face volar do antebraço para examinar compartimentos e pulsos
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Conceito-chave
Pense numa criança que caiu do brinquedo e fraturou ao mesmo tempo o úmero logo acima do cotovelo e os ossos do antebraço do mesmo lado: o cotovelo flutuante. Além das fraturas, ela não mexe bem os dedos, sinal de que um nervo foi lesado. A dor dessa criança não é confiável, e o membro está entre os de maior risco para síndrome compartimental. A questão pergunta como tratar e imobilizar sem esconder o que precisa ser vigiado.
Por que dor que aumenta no gesso é sinal de alarme. A maioria dos membros com fratura fresca fica mais confortável depois de imobilizada. Quando a dor aumenta, ou aparece alteração neurovascular, alguma complicação está acontecendo, e uma delas é a síndrome compartimental: a fratura e a cirurgia produzem um edema progressivo que talvez não existisse quando o gesso foi feito (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).
Quem corre mais risco. Fraturas da tíbia, do antebraço e do cotovelo; fraturas de alta energia, como as de acidente de carro e de esmagamento; lesões em dois níveis, como o cotovelo flutuante; e toda criança que não sente dor normalmente, por lesão nervosa ou anestesia regional. O cotovelo flutuante com paralisia reúne três desses fatores ao mesmo tempo.
Como a criança mostra o problema. Os quatro Ps clássicos (palidez, parestesia, ausência de pulso e dor ao estiramento passivo) costumam aparecer só quando a mionecrose já começou. Os sinais mais precoces documentados na criança são os três As: agitação, ansiedade e aumento da necessidade de analgésico. Com a paralisia, a própria dor pode faltar, e o exame repetido do membro passa a ser o que protege a criança.
O que fazer quando a dor aumenta. A primeira intervenção é abrir o gesso e todo o algodão, porque o algodão íntegro não alivia a pressão por completo. Se os sintomas não melhoram, retirar o gesso, examinar o membro e estar pronto para levar a criança ao centro cirúrgico para medir e descomprimir os compartimentos.
Por que, nesse caso, nada de gesso circular fechado. A fratura com lesão neurovascular exige exames neurovasculares frequentes, e o gesso circular pode piorar o risco de síndrome compartimental. Esses membros costumam ser tratados com estabilização cirúrgica (fixação interna ou externa) e tala, o que permite examinar, palpar os compartimentos e olhar o membro. No cotovelo flutuante com paralisia de nervo, o capítulo indica fixação interna das fraturas e tala, gesso bivalvado fácil de abrir ou gesso com espuma grossa, com a face volar do antebraço exposta para avaliar os compartimentos e os pulsos. O resumo da síndrome compartimental da Biblioteca lembra que o cotovelo flutuante chega a até 33% de síndrome compartimental nas séries, e o resumo Gesso e tala na criança reúne a conduta do gesso.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O cotovelo flutuante com lesão nervosa junta fatores de risco e testa se o aluno reconhece que o gesso circular fechado é a conduta perigosa.
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