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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Ao abrir um gesso para aliviar a pressão depois de uma redução, segundo o capítulo:

  1. abrir só o gesso, sem cortar o algodão, já alivia toda a pressão
  2. abrir e afastar o gesso de paris de um lado reduz 40% a 60% da pressão, e cortar o algodão acrescenta 10% a 20%; a fibra de vidro aplicada sem estirar e relaxar costuma exigir abertura dos dois lados
  3. a fibra de vidro aplicada sem a técnica de estirar e relaxar é a menos constritiva e dispensa a abertura
  4. o gesso deve ser aberto ainda morno e mole, menos de 10 minutos depois da aplicação, porque é mais fácil
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Gabarito: B · abrir e afastar o gesso de paris de um lado reduz 40% a 60% da pressão, e cortar o algodão acrescenta 10% a 20%; a fibra de vidro aplicada sem estirar e relaxar costuma exigir abertura dos dois lados

Conceito-chave

Toda fratura reduzida incha, e quanto mais trauma o membro sofreu, da lesão ou da cirurgia, mais ele incha. O gesso que estava justo na sala de redução pode estar apertado de madrugada, com a criança chorando. A questão pergunta o que acontece com a pressão quando se abre o gesso, e a resposta depende de três coisas: o material, a forma como ele foi aplicado e o algodão por baixo.

Abrir antes ou depois. Fratura pouco desviada muitas vezes dispensa abrir o gesso. A que precisou de redução fechada ou aberta costuma começar num gesso aberto ou acolchoado com espuma grossa. A abertura pode ser profilática ou feita quando aparecem os sintomas, e o capítulo diz que o clínico experiente prefere a profilática, para não ter de abrir o gesso de uma criança com dor, chorando e ansiosa no meio da noite (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).

Quanto cada passo alivia. Cortar e afastar o gesso de paris de um lado (univalvar) reduz 40% a 60% da pressão. Cortar também o algodão acrescenta mais 10% a 20%. Com a fibra de vidro, tudo depende da técnica: aplicada sem estirar e relaxar, ela fica duas vezes mais apertada que o gesso de paris, e para ter a mesma queda de pressão é preciso bivalvar, abrir dos dois lados. Aplicada com estirar e relaxar, está entre as menos constritivas, e univalvar pode bastar, desde que as bordas sejam mantidas abertas com cunhas plásticas: a fibra de vidro tende a fechar de novo, enquanto o gesso de paris fica aberto depois de afastado.

Quando cortar. Só com o gesso duro e frio e a lâmina fria durante todo o corte. Abrir o gesso de paris antes de 10 minutos, ainda morno e mole, é mais difícil e expõe a pele à lâmina.

A alternativa que vem ganhando espaço. Em vez de abrir, muitos centros colocam espuma estéril de meia polegada direto sobre a pele, depois malha, algodão e fibra de vidro (Fig. 4-9). Esse gesso acomoda o edema, mas não segura uma redução fechada pela moldagem; serve bem para fraturas estabilizadas com fixação interna.

Por que isso cai na síndrome compartimental. Os mesmos números explicam a primeira conduta diante da suspeita de síndrome compartimental no gesso: abrir o gesso e todo o algodão, porque deixar o algodão íntegro não alivia por completo a pressão. O resumo Gesso e tala na criança traz uma tabela com esses valores.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. Os números de alívio da abertura são fáceis de cobrar e explicam uma conduta que a banca gosta.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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