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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a fibra de vidro comparada ao gesso de paris na confecção do gesso da criança, segundo o capítulo, é correto:

  1. a fibra de vidro, pegajosa, tende a ficar apertada; por isso o rolo é desenrolado no ar e depois deitado sobre o membro (estirar e relaxar), enquanto o rolo de gesso de paris fica em contato com o membro
  2. a fibra de vidro libera mais calor que o gesso de paris durante a presa
  3. o rolo de fibra de vidro deve ser mantido em contato com o membro, sob tração constante, para não formar dobras
  4. a fibra de vidro é mais radiopaca e dificulta a radiografia dentro do gesso
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Gabarito: A · a fibra de vidro, pegajosa, tende a ficar apertada; por isso o rolo é desenrolado no ar e depois deitado sobre o membro (estirar e relaxar), enquanto o rolo de gesso de paris fica em contato com o membro

Conceito-chave

Quem aprendeu a fazer gesso com gesso de paris e passa para a fibra de vidro costuma cometer sempre o mesmo erro: puxa o rolo do jeito antigo, mantendo-o colado ao membro e sob tração, e termina com um gesso apertado. A questão pergunta o que muda de um material para o outro, e a resposta está numa característica simples da fibra de vidro: ela gruda.

O que a fibra de vidro tem de melhor. É mais leve, mais forte e mais durável que o gesso de paris. Com forro impermeável, a criança pode tomar banho e até nadar com o gesso. É mais radiotransparente, o que melhora a imagem da fratura dentro do gesso. E o risco de queimadura é muito menor, porque a presa libera bem menos calor. Num estudo randomizado com militares e seus dependentes, o custo final foi parecido com o do gesso de paris, que precisava ser trocado mais vezes, e a bota de fibra de vidro foi mais confortável e atrapalhou menos as atividades do dia a dia. Por isso a fibra de vidro vem substituindo o gesso de paris na maioria dos centros pediátricos, inclusive nas spicas (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 4).

O defeito que muda a técnica. A fibra de vidro é pegajosa. Para desenrolá-la é preciso fazer mais força, e essa tensão vira compressão em toda a volta do membro: o gesso fica apertado sem que ninguém perceba. A solução é a técnica de estirar e relaxar: o rolo é levantado do membro, desenrolado primeiro no ar e só então deitado sobre a perna ou o braço (Fig. 4-8). Aplicada assim, a fibra de vidro gera pressão significativamente menor que o gesso de paris e acomoda melhor o edema, sem perder a resistência. Nas concavidades, como a frente do cotovelo e do tornozelo, a tensão tem de ser a justa para o material deitar sem comprimir, e pequenos cortes de alívio podem ser necessários, porque a fibra de vidro não aceita dobras como o gesso de paris.

O gesso de paris é o contrário. O rolo fica em contato com o membro o tempo todo e vai sendo rolado para cima, com sobreposição de um terço a metade da largura (30% a 50%, Fig. 4-6). Nas regiões difíceis, fazem-se pequenas dobras para não puxar o material, e o gesso é esfregado durante a aplicação para incorporar as camadas e ganhar resistência.

Onde isso aparece na prática. O capítulo mostra o tamanho do problema quando fala da abertura do gesso: a fibra de vidro aplicada sem estirar e relaxar fica duas vezes mais apertada que o gesso de paris, e então só abrir de um lado não basta. Na bota, ele avisa que a fibra de vidro aplicada apertada demais pode causar síndrome compartimental. O resumo Gesso e tala na criança reúne essas diferenças numa tabela.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A diferença de técnica entre os dois materiais explica o gesso apertado e a síndrome compartimental pela fibra de vidro mal aplicada.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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