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Questão de Ombro e cotovelo da criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOmbro e cotovelo da criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Lactente de 14 meses chega com cotovelo inchado; a radiografia mostra rádio e ulna desviados juntos para posteromedial em relação ao úmero. Segundo a 10ª edição, sobre o descolamento epifisário total do úmero distal abaixo dos 3 anos,

  1. o radiologista erra o diagnóstico inicial em até 78%, e o risco de maus-tratos é 13 vezes o da supracondiliana na mesma idade (26% contra 2% nas desviadas operadas); a maioria se trata com redução fechada e fios laterais, com artrografia
  2. o risco de maus-tratos é igual ao da supracondiliana
  3. a redução aberta é necessária na maioria dos casos
  4. a artrografia não tem papel no tratamento
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Gabarito: A · o radiologista erra o diagnóstico inicial em até 78%, e o risco de maus-tratos é 13 vezes o da supracondiliana na mesma idade (26% contra 2% nas desviadas operadas); a maioria se trata com redução fechada e fios laterais, com artrografia

Conceito-chave

O descolamento epifisário total do úmero distal é a fratura do cotovelo do bebê. Quase não se vê na radiografia, e muitas vezes não foi acidente.

O diagnóstico. Abaixo dos 3 anos, a lesão transfisária é mal diagnosticada pelo radiologista na radiografia inicial em até 78%. A pista é o rádio e a ulna desviados juntos, em geral para posteromedial, mantendo a relação com o capítulo (que vai junto). Ultrassonografia, artrografia ou ressonância confirmam (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 18).

Os maus-tratos. CROWE comparou, abaixo de 3 anos, 23 transfisárias e 205 supracondilianas operadas: maus-tratos em 26% das transfisárias desviadas contra 2% das supracondilianas, risco 13 vezes maior. A fratura é a segunda forma mais comum de apresentação do abuso, depois de queimaduras e equimoses. Na dúvida, investigar: história social, inventário esquelético.

O tratamento. Pelo risco de cúbito varo no pequeno, redução fechada e fios (abaixo de 2 anos, segundo DE JAGER e HOFFMAN). Artrografia para o diagnóstico e para conferir a redução. ABZUG, em 79 operadas em 25 anos: 62% tratadas após 24 horas, redução aberta em só 2,5%, artrografia em 87%, fios de 0,062 polegada e só laterais na maioria (78%), complicações em 14% (perda de movimento, varo ou valgo). A redução guiada por ultrassonografia teve 78% de resultados excelentes e 7,4% de varo.

Sem cirurgia. Numa revisão de 33 casos da literatura, 88% foram tratados sem cirurgia, com 88% recuperando o ângulo de carregamento e 80% o movimento, sem diferença entre tratamentos. O caso que chega tarde não se manipula.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o que a 10ª edição acrescentou: o risco de maus-tratos 13 vezes maior e os resultados da série de 79 operadas.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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