Adolescente de 15 anos com fratura em T do úmero distal será operado com placas. Segundo a 10ª edição, sobre a via de acesso e as complicações,
- a osteotomia do olécrano é a via de rotina para a C1
- a TRAP reflete o tríceps junto com o ancôneo e é usada, como a osteotomia, nas C3 cominutas; os sintomas do ulnar após a cirurgia ficam em 5% a 8%, e a reoperação para retirar material ou tratar rigidez chega a 24%
- a parada do crescimento é a complicação mais temida
- a transposição do ulnar deve ser feita de rotina em todos os casos
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Conceito-chave
A fratura em T do adolescente se opera como a do adulto, e a 10ª edição dá os números que os pais precisam ouvir antes da cirurgia.
As vias. Os autores preferem a divisão do tríceps para a C1 e a BRYAN-MORREY (reflexão do tríceps) para a C2. Para a C3 cominuta do adolescente, osteotomia do olécrano ou a via TRAP (retalho do tríceps com pedículo do ancôneo). A TRAP parece a BRYAN-MORREY, com o tríceps refletido em continuidade com o ancôneo, mas por uma incisão em V que solta o ancôneo da ulna proximal; dá exposição articular sem diferença importante em relação à osteotomia. Paciente em decúbito lateral parcial para facilitar a fluoroscopia (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 15).
A fixação. Articulação primeiro, depois as colunas. Na criança pequena, fios por 3 a 4 semanas; no adolescente perto da maturidade, placas (ou parafusos) que permitem movimento precoce.
O nervo ulnar. O mais acometido pela fratura e o mais em risco na cirurgia, na exposição e na fixação. Sintomas do ulnar no pós-operatório: 5% a 8%. Transposição quando o nervo fica instável na flexo-extensão ou há risco de impacto do material, não de rotina.
As outras complicações. Rigidez, esperada. Consolidação viciosa, a maior ameaça; a intra-articular causa dor, perda de movimento e artrose. Pseudartrose, osteonecrose da tróclea, falha do material. A reoperação para retirar material ou tratar rigidez chega a 24%: discutir antes com a família. A parada do crescimento não tem sido importante (a fratura ocorre no fim do crescimento). Cerca de 25% das intra-articulares do adolescente são expostas.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o que a 10ª edição acrescentou: a via TRAP e os números do nervo ulnar e da reoperação.
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