Orto Questões

Questão de Fraturas supracondilianas do úmero (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas supracondilianas do úmeroOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 6 anos tem fratura supracondiliana GARTLAND II só com extensão, sem rotação nem translação (tipo IIA). Segundo a 10ª edição, sobre o tratamento sem fios,

  1. o tipo IIA nunca pode ser tratado com gesso
  2. a redução e o gesso em flexão acima de 120 graus são a escolha dos autores
  3. os estudos mostram que o gesso não perde redução no tipo II
  4. num estudo prospectivo de 99 pacientes IIA, o gesso teve resultados iguais aos fios em 2 anos, mas 9% converteram para cirurgia (30% noutra série); os autores ainda preferem redução e fios laterais, sem fletir acima de 90 graus
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · num estudo prospectivo de 99 pacientes IIA, o gesso teve resultados iguais aos fios em 2 anos, mas 9% converteram para cirurgia (30% noutra série); os autores ainda preferem redução e fios laterais, sem fletir acima de 90 graus

Conceito-chave

O tipo II da supracondiliana voltou a ser discutido: será que todo tipo II precisa de fio? A 10ª edição traz a subdivisão de WILKINS e os estudos recentes.

IIA e IIB. WILKINS separou o IIA, só com extensão, sem rotação nem translação, do IIB, com rotação e translação. No IIA, redução e gesso podem bastar (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 14).

Os estudos novos. SANDERS, prospectivo com 99 pacientes IIA, 45 tratados com redução e gesso: 9% dos engessados converteram para cirurgia, mas os resultados relatados pelos pacientes em 2 anos foram iguais aos dos fios. MCCARTNEY: 54 IIA com gesso, 30% converteram por desvio precoce.

O outro lado. As séries antigas mostram o risco: perda da redução em 23% (HADLOW), 28% (PARIKH), 20% (FITZGIBBONS, mais quando a linha umeral anterior não tocava o capítulo e nos braços mais grossos); deformidades sagitais, coronais e rotacionais frequentes nas tratadas sem cirurgia; e crianças sem seguro voltaram três vezes menos ao ambulatório. Com fios, os resultados são previsíveis (189 casos, 2% de infecção do trajeto, sem perda).

A posição dos autores. Na 10ª edição (SCHOENECKER e BAE): redução fechada e fios no tipo II, dois laterais quase sempre e um terceiro sem hesitar; é mais seguro segurar com fios do que fletir acima de 90 graus. Tipo I: gesso com cerca de 80 a 90 graus de flexão por cerca de 3 semanas, radiografia em 1 semana.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o que a 10ª edição acrescentou: a subdivisão IIA e IIB e os estudos recentes do gesso no IIA.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo