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Questão de Ombro e cotovelo da criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOmbro e cotovelo da criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança cai sobre o cotovelo; o perfil mostra o coxim gorduroso posterior visível, sem traço de fratura. Segundo a metanálise citada no capítulo, a fratura oculta nessa situação

  1. está presente em praticamente todos os casos
  2. foi encontrada em cerca de 45%, sendo a supracondiliana a mais comum, seguida da ulna proximal, do rádio proximal e do côndilo lateral
  3. nunca ocorre se a cápsula estiver íntegra
  4. é sempre do côndilo lateral
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Gabarito: B · foi encontrada em cerca de 45%, sendo a supracondiliana a mais comum, seguida da ulna proximal, do rádio proximal e do côndilo lateral

Conceito-chave

O coxim gorduroso posterior visível é um dos sinais mais lembrados do cotovelo da criança. A pergunta prática é: quantas vezes há mesmo uma fratura escondida?

O mecanismo. O coxim posterior fica todo dentro da fossa do olécrano, que é profunda: com o cotovelo a 90 graus, não aparece na radiografia normal. O anterior ocupa a fossa coronóidea, rasa, e aparece normalmente como triângulo radiotransparente (a "vela"). O derrame distende a cápsula e desloca os coxins: o posterior aparece, o anterior se levanta. O anterior é mais sensível a derrames pequenos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 13).

As armadilhas. É preciso cápsula íntegra: a luxação que se reduziu sozinha, com a cápsula rota, pode não mostrar o sinal. Com o cotovelo estendido, o olécrano empurra o coxim posterior para fora; a fratura extra-articular pode levantá-lo por sangramento subperiosteal.

Os estudos. Discordantes: 76% de fraturas visíveis 3 semanas depois numa série; só 17% noutra; na ressonância de 26 crianças com sinal positivo, só 23% tinham fratura, a maioria com contusão óssea, sem mudança de tratamento. A 10ª edição acrescenta uma metanálise de 10 estudos e 250 pacientes: 45% tinham fratura oculta com o sinal positivo. A mais comum foi a supracondiliana (43%), depois a ulna proximal (19%), o rádio proximal (17%) e o côndilo lateral (14%).

A leitura. O sinal se usa junto com o exame, sobretudo a capacidade de estender o cotovelo. Coxim anterior normal teve valor preditivo negativo de 98% numa série.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre o que a 10ª edição acrescentou. A metanálise dá o número que faltava ao sinal do coxim.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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