Menino de 3 anos tem luxação dorsal da metacarpofalângica do indicador; no perfil, a falange proximal está paralela ao metacarpal, dorsal à cabeça, e há um sesamoide dentro da articulação. Segundo o capítulo,
- é uma luxação simples, reduzida com tração longitudinal forte e hiperextensão
- a placa volar está íntegra e fora da articulação
- é uma luxação complexa (irredutível): a placa volar está interposta e a cabeça fica presa entre o flexor (ulnar) e o lumbrical (radial); quase sempre exige redução aberta, e a via volar ameaça os nervos digitais logo abaixo da pele
- a tração longitudinal afrouxa o colar de tecidos e facilita a redução
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Conceito-chave
Na metacarpofalângica, a diferença entre luxação simples e complexa é a placa volar: fora ou dentro da articulação. E a manobra errada transforma uma na outra.
A luxação dorsal. A mais frequente da metacarpofalângica é a dorsal do indicador ou do polegar, por hiperextensão que rompe a placa volar. O dedo fica encurtado, supinado, desviado para ulnar; a pele volar, tensa sobre a cabeça (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 8).
Simples ou complexa. Simples: em hiperextensão na radiografia, redutível. Complexa: irredutível pela placa volar interposta; falange em baioneta, paralela e dorsal à cabeça; sesamoide dentro da articulação marca a posição da placa. No indicador, a cabeça fica emoldurada pelo flexor (lado ulnar) e pelo lumbrical (lado radial); o ligamento transverso superficial e os natatórios também prendem o colo. A tração longitudinal aperta esse colar e pode tornar redutível em irredutível (Fig. 8-81).
A redução. Simples: distração e pressão volar na falange sobre a cabeça, evitando hiperextensão (que converteria em complexa); em geral estável. Complexa: tentativa de hiperextensão e translação palmar raramente funciona; redução aberta em quase todos.
As vias. Volar: ótima exposição, mas os nervos digitais ficam sobre a cabeça, logo abaixo da pele (incisão profunda corta); abrir a polia A1 e soltar a cabeça. Dorsal: menos exposição, sem risco aos nervos; dividir o extensor, abrir a placa interposta longitudinalmente; permite tratar fratura da cabeça. Depois, 3 a 5 dias de imobilização e movimento ativo. Atraso acima de 6 meses: degeneração.
No polegar. Incompleta (placa rota, colaterais parciais): fácil, 3 semanas. Simples completa (falange a 90 graus): redução fechada, spica 3 a 4 semanas, sem tração excessiva. Complexa (eixos paralelos): aberta.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. Placa volar interposta, sesamoide intra-articular e o risco aos nervos na via volar são clássicos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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