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Questão de Mão da criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaMão da criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o tratamento da fratura do escafoide na criança, segundo o capítulo, é correto:

  1. a fratura sem desvio da cintura exige parafuso em todos os casos
  2. a pseudartrose não ocorre na criança
  3. o polo proximal se imobiliza por 2 semanas
  4. sem desvio ou com desvio menor que 1 mm, gesso (polo distal 4 a 6 semanas; cintura até 6 a 8; polo proximal 8 a 12 ou parafuso); desvio maior que 1 mm ou angulação acima de 10 graus pedem redução aberta; a consolidação passa de 95%, e a pseudartrose (20% a 25%) vem do atraso
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Gabarito: D · sem desvio ou com desvio menor que 1 mm, gesso (polo distal 4 a 6 semanas; cintura até 6 a 8; polo proximal 8 a 12 ou parafuso); desvio maior que 1 mm ou angulação acima de 10 graus pedem redução aberta; a consolidação passa de 95%, e a pseudartrose (20% a 25%) vem do atraso

Conceito-chave

A criança consolida o escafoide melhor que o adulto, desde que seja tratada a tempo. Quase toda pseudartrose pediátrica é história de atraso.

O gesso. Padrão para a fratura sem desvio ou com desvio menor que 1 mm. Polo distal e oculta: gesso antebraquiopalmar com polegar por 4 a 6 semanas (no pequeno, axilopalmar para não escorregar; acima de 10 anos, em geral desnecessário). Distal e cintura completas e estáveis: 6 a 8 semanas. Polo proximal: 8 a 12 semanas. Radiografias em 7 a 10 dias e depois mensais; dúvida: tomografia no plano do escafoide (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 8).

O parafuso. Percutâneo no adolescente com fratura do polo proximal ou da cintura, sobretudo no atleta. Os autores preferem parafuso no polo proximal (risco de necrose e pseudartrose), dorsal, do proximal para o distal.

A redução aberta. Desvio maior que 1 mm ou angulação intraescafoide acima de 10 graus; lesões do arco maior (perilunar transescafoide); pseudartroses. Terços médio e distal pela via volar; proximal pela dorsal. Parafusos menores (2,0 a 2,4 mm) podem ser necessários.

Os resultados. Fratura sem desvio tratada a tempo: consolidação acima de 95%. As complicações mais comuns: diagnóstico perdido e chegada tardia; pseudartrose em 20% a 25% por atraso (a criança esconde a queda, não quer perder a vaga no time). Pseudartrose: redução aberta, enxerto e fixação; enxertos não vascularizados vão melhor na criança; corcunda: enxerto estrutural volar (crista ilíaca, baixa morbidade). Necrose do polo proximal não impede a consolidação; enxerto vascularizado do rádio distal, poupando a fise.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. Os tempos de gesso, o limite de 1 mm e a pseudartrose por atraso são o que a prova cobra no tratamento.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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