Menino de 13 anos cai com a mão espalmada; tem dor na tabaqueira anatômica, no tubérculo do escafoide e à compressão axial do polegar, com radiografias normais. Segundo o capítulo,
- os três achados juntos são muito sensíveis para fratura do escafoide; imobiliza-se e reavalia-se em 2 semanas ou pede-se ressonância; na criança, a fratura do terço distal é tradicionalmente a mais comum, embora as da cintura venham aumentando
- radiografia normal afasta a fratura do escafoide
- o polo proximal é o local mais comum na criança
- um escafoide bipartido unilateral deve ser tratado como variante congênita
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Conceito-chave
O escafoide é o osso do carpo que a criança mais quebra, e o que mais se perde na primeira radiografia. A clínica manda.
A epidemiologia. O escafoide é o osso do carpo mais lesado na criança; pico entre 12 e 15 anos; raro na primeira década. A cartilagem espessa protege o centro de ossificação: é preciso muita força. No pequeno, predominam avulsões do polo distal; à medida que a ossificação avança, o padrão se aproxima do adulto (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 8).
A localização. Tradicionalmente, o terço distal é o mais comum na criança (trauma direto, avulsão pelos ligamentos escafotrapezoidais, mais volares). As da cintura estão aumentando com o esporte precoce. O polo proximal é raro na criança (mais no adolescente atleta), muitas vezes avulsão do ligamento escafossemilunar, com mais pseudartrose e necrose (Fig. 8-61).
O exame. Dor à palpação da tabaqueira, do tubérculo volar e à compressão axial do polegar: os três positivos são muito sensíveis, mesmo com radiografia normal.
A imagem. A fratura pode não aparecer; esclerose surge semanas depois. Incidência do escafoide. Clínica positiva e radiografia negativa: imobilizar e reavaliar em 2 semanas, ou ressonância: em 57 lesões suspeitas, 58% normais (alta) e 28% com fratura. A ressonância pode ser sensível demais (edema sem fratura) e exige sedação no pequeno. Tomografia no eixo do escafoide para desvio e consolidação.
O bipartido. Existe, mas é raro (associado à síndrome de DOWN): bilateral, sem trauma, partes iguais, sem artrose, contornos lisos. Unilateral = pseudartrose pós-traumática (Fig. 8-67).
Por que esta questão foi criada. É gêmea da PUC-SP 2020 (`mao-1092`), que perguntou a localização mais comum da fratura do escafoide na criança (distal). Depois, faça a oficial.
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