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Questão de Mão da criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaMão da criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menina de 3 anos prendeu o dedo na porta; a radiografia anteroposterior parece normal e não foi feito perfil verdadeiro do dedo. Meses depois, não consegue fletir a interfalângica proximal. Segundo o capítulo, sobre a fratura do colo da falange,

  1. a cabeça roda em flexão e não bloqueia o movimento
  2. por estar perto da fise, remodela sempre e dispensa tratamento
  3. a cabeça, presa aos colaterais, roda em extensão e apaga a fossa subcondilar, bloqueando a flexão; longe da fise, remodela pouco, e o tratamento é redução fechada e fios, evitando a via aberta pelo risco de necrose
  4. a redução aberta é a primeira escolha
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Gabarito: C · a cabeça, presa aos colaterais, roda em extensão e apaga a fossa subcondilar, bloqueando a flexão; longe da fise, remodela pouco, e o tratamento é redução fechada e fios, evitando a via aberta pelo risco de necrose

Conceito-chave

A fratura do colo da falange é a "fratura da porta". Pequena na radiografia, grande no estrago: se consolidar errada, o dedo não dobra.

O mecanismo e o desvio. Típica do pequeno com o dedo preso na porta. A cabeça continua presa aos colaterais e roda em extensão. Isso destrói a fossa subcondilar, que acomoda a placa volar e a base da falange vizinha na flexão: consolidada assim, gera bloqueio mecânico da flexão (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 8, Figs. 8-29 e 8-44).

A remodelação. Está o mais longe possível da fise: remodela pouco, mesmo na criança pequena. Por isso, redução anatômica e fixação são importantes. Exceção: na criança muito pequena, sem rotação, a família pode esperar até 2 anos pela remodelação (Fig. 8-37).

O diagnóstico. O erro comum é não ter o perfil verdadeiro do dedo: o desvio só aparece ali (Fig. 8-45, uma menina de 3 anos com rotação de quase 90 graus e perda da flexão aos 18 meses).

O tratamento. Sem desvio real: gesso, com radiografia fora do gesso em 1 semana (desvia com facilidade). Desviada: redução fechada (tração, pressão volar no fragmento, hiperflexão da articulação) e fios percutâneos, da distal para a proximal, oblíquos, pegando a cortical oposta, pelos recessos colaterais. Evitar a via aberta: risco de necrose avascular da cabeça. Chegada tardia com traço visível: osteoclasia percutânea com fio. Consolidação viciosa: redução aberta tardia, reconstrução da fossa ou ressecção do osso volar proeminente.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O bloqueio da flexão e a necessidade do perfil verdadeiro são o que a prova cobra.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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