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Questão de Mão da criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaMão da criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 8 anos prende o dedo na porta: a falange distal fica fletida, a unha proximal está sobre a prega dorsal e há sangramento na base da unha. Segundo o capítulo, é correto:

  1. é um dedo em martelo tendíneo, tratado só com órtese em extensão
  2. o flexor profundo se insere na epífise, e o extensor, na metáfise
  3. é a fratura de SEYMOUR: fisária exposta, com o leito ungueal podendo bloquear a redução; exige retirada da unha, limpeza, desbridamento, redução, fio e reparo do leito, de preferência nas primeiras 24 horas
  4. a infecção independe do tempo e da qualidade do primeiro tratamento
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Gabarito: C · é a fratura de SEYMOUR: fisária exposta, com o leito ungueal podendo bloquear a redução; exige retirada da unha, limpeza, desbridamento, redução, fio e reparo do leito, de preferência nas primeiras 24 horas

Conceito-chave

Parece um dedo em martelo, mas é uma fratura exposta da fise. A fratura de SEYMOUR é a armadilha mais famosa da ponta do dedo da criança.

O mecanismo. SALTER-HARRIS I ou II da falange distal com flexão do fragmento distal, sobretudo abaixo dos 12 anos. O extensor insere-se na epífise dorsal; o flexor profundo, na metáfise volar: sem oposição, o profundo flete o fragmento distal (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 8, Figs. 8-12 e 8-13).

Por que é exposta. O traço sai por uma lesão muito proximal do leito ungueal: a unha proximal fica sobre a prega dorsal, e a distal, íntegra. O osso fica exposto a bactérias e osteomielite. O leito ungueal pode ficar interposto na fise dorsal e bloquear a redução.

O tratamento. Urgente: retirar a unha (descolador de FREER), contra-incisões nas pregas para ver a matriz, irrigar e desbridar sem lesar a fise, retirar o leito interposto, reduzir, um ou dois fios da ponta através da fratura e da interfalângica distal, reparar o leito e recolocar a unha sob a prega.

O tempo importa. Em 35 fraturas de SEYMOUR: tratamento agudo (até 24 horas) e completo (limpeza, desbridamento, redução, antibiótico) = 0% de infecção; agudo incompleto = 15%; tardio = 45%. Numa série de 200 crianças, SALTER-HARRIS IV, martelo ósseo e SEYMOUR tiveram mais complicações.

Os parentes. Raramente a epífise é extruída (difícil de ver se ainda não ossificou). O martelo ósseo (SALTER-HARRIS III ou IV dorsal) é do adolescente, com déficit de extensão.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2006 (`pediatria-0823`), sem gabarito, que afirmou que o descolamento epifisário da falange distal provoca flexão da interfalângica distal como no dedo em martelo; o capítulo sustenta a afirmação. Depois, faça a oficial.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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