Sobre a epidemiologia e a anatomia das lesões da mão da criança, segundo o capítulo, é correto:
- luxações e lesões ligamentares são mais comuns que fraturas fisárias
- as fraturas mais comuns são o esmagamento da falange distal e a SALTER-HARRIS II da falange proximal; na metacarpofalângica, os colaterais nascem e se inserem quase só nas epífises, o que explica a SALTER-HARRIS III nesse nível
- o pico de incidência é aos 5 anos, por esmagamento em porta
- a interfalângica proximal é a articulação mais luxada da mão imatura
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Conceito-chave
Na mão da criança, a fise é o elo fraco. O ligamento é mais forte que a cartilagem de crescimento, e isso muda o tipo de lesão.
A epidemiologia. A mão responde por até 25% das fraturas da criança. Distribuição bifásica: o pequeno (esmagamento, dedo na porta) e o adolescente (torção, carga axial no esporte); o pico é aos 13 anos. Mais em meninos. As duas mais comuns: esmagamento da falange distal e SALTER-HARRIS II da falange proximal (quase 33% das fraturas da mão). Os dedos da borda (polegar e mínimo) são os mais vulneráveis (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 8, Tabela 8-1).
Fratura, não luxação. Luxações e lesões ligamentares são pouco comuns: a força passa pela fise, e o ligamento arranca seu pedaço de osso. A metacarpofalângica do polegar é a articulação mais luxada da mão imatura, embora rara; a interfalângica proximal é a superfície articular mais lesada (avulsões da placa volar e dos colaterais).
Os colaterais. Nas interfalângicas, nascem nos recessos da cabeça, cruzam a fise e se inserem na metáfise e na epífise, junto com a placa volar: uma caixa de três lados que protege a fise. Por isso a SALTER-HARRIS III é rara nas interfalângicas. Na metacarpofalângica, os colaterais nascem e se inserem quase só nas epífises: daí a frequência da SALTER-HARRIS III nesse nível (Figs. 8-3 e 8-4).
Os tendões. O terminal extensor e o extensor longo do polegar inserem-se na epífise da falange distal; o flexor profundo e o flexor longo do polegar, na metadiáfise. É o desequilíbrio que explica a fratura de SEYMOUR.
Por que esta questão foi criada. É gêmea da SBOT-SP (`pediatria-0583`), que perguntou o tipo da fratura da falange proximal por avulsão dos colaterais metacarpofalângicos (SALTER-HARRIS III). Depois, faça a oficial.
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