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Questão de Fraturas do pé na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do pé na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menina de 11 anos torce o pé e tem dor na base do quinto metatarsal. A radiografia mostra uma linha na base. Segundo o capítulo, é correto:

  1. a apófise (os vesalianum) corre paralela à diáfise, enquanto a fratura é transversal; a zona 2 (JONES) fica na área de divisor de águas e consolida mal, sobretudo acima de 13 anos
  2. a apófise tem orientação transversal, como a fratura
  3. a fratura da zona 1 exige gesso sem carga por 12 semanas
  4. a fratura de JONES consolida melhor com carga precoce
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Gabarito: A · a apófise (os vesalianum) corre paralela à diáfise, enquanto a fratura é transversal; a zona 2 (JONES) fica na área de divisor de águas e consolida mal, sobretudo acima de 13 anos

Conceito-chave

A base do quinto metatarsal tem uma apófise que engana metade dos diagnósticos. E tem uma faixa de vascularização pobre que explica por que a fratura de JONES não consolida.

A apófise. Numa série de 7 a 16 anos, 47% das "fraturas" diagnosticadas eram o centro de crescimento mal lido. A apófise (os vesalianum) é longitudinal, paralela à diáfise; a fratura é transversal, perpendicular. Aparece por volta dos 9 anos e une-se entre 12 e 15 (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 31, Figs. 31-35 e 31-36).

A vascularização. A artéria nutrícia entra medialmente na junção dos terços proximal e médio da diáfise; onde seus ramos encontram os vasos metafisários fica a área de divisor de águas, que corresponde à zona 2: mais retardo e pseudartrose perto da maturidade.

As zonas. 1: tuberosidade esponjosa (fibular curto, abdutor do quinto, fáscia plantar). 2: junção metáfise-diáfise (JONES). 3: até o meio da diáfise, geralmente fratura de estresse. HERRERA-SOTO: I "lasca", II tubérculo intra-articular, III diáfise proximal (JONES).

O tratamento. Zona 1: avulsão; gesso de marcha ou bota por 3 a 6 semanas; consolida mesmo desviada; desvio intra-articular acima de 3 a 4 mm no atleta: parafuso. Zona 2 aguda: gesso sem carga 6 semanas, depois carga protegida; acima de 13 anos houve mais retardo e refratura: considerar fixação primária. Crônica (mais de 3 meses): tentar 6 semanas; falhando, parafuso intramedular com curetagem e enxerto da tíbia distal. Zona 3: estresse; gesso, e se não consolidar, como a zona 2. Complicação mais comum: pseudartrose nas zonas 2 e 3.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TEOT 2023 (`pediatria-0582`), que perguntou como distinguir a apófise do traço de fratura (orientação longitudinal). Depois, faça a oficial.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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