Sobre a luxação subtalar (peritalar), segundo o capítulo, é correto:
- é comum na criança e quase sempre lateral
- o ligamento calcaneonavicular se rompe e o tálus sai do encaixe
- a redução se faz com o joelho estendido, para tensionar o tendão calcâneo
- a medial é a mais comum (85%), por inversão forçada; o tálus fica no encaixe, a cabeça é palpada lateralmente, o sinal é o navicular vazio, e a irredutível costuma ter o tendão tibial posterior interposto
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Conceito-chave
Na luxação subtalar, o pé inteiro sai de baixo do tálus, que fica no lugar. Na criança, é rara a ponto de não haver séries publicadas.
A frequência. Rara, sobretudo na criança; mais em homens adultos jovens. Há relato até numa menina de 19 meses após queda pequena (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 31).
Os tipos. Medial: a mais comum (85%), por inversão forçada. Rompem-se os ligamentos talonavicular e talocalcâneo; o calcaneonavicular fica íntegro. Os ossos do pé vão para medial e o tálus fica no encaixe; o pé fica muito deformado e a cabeça do tálus é palpável lateralmente. Lateral: por eversão forçada, "pé plano" desviado lateralmente.
A imagem. Radiografias difíceis: procurar o navicular vazio, sem a cabeça do tálus. A tomografia procura fraturas associadas e lesão osteocondral; mais útil após a redução, para confirmar.
A redução. Sob anestesia geral, com o joelho fletido (relaxa o tendão calcâneo), acentuando a deformidade antes de reduzir. Em geral estável; imobilizar até o conforto permitir mobilizar. Instável: fios de KIRSCHNER e 6 semanas de imobilização. Irredutível: abrir por via anteromedial e retirar o que está interposto, osso ou partes moles, muitas vezes o tendão tibial posterior.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O tipo mais comum, o sinal radiográfico e o obstáculo à redução são cobráveis.
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