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Questão de Fraturas do pé na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do pé na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Adolescente praticante de snowboard tem dor lateral persistente no tornozelo após entorse; a radiografia inicial foi lida como normal. Segundo o capítulo, sobre a fratura do processo lateral do tálus,

  1. o mecanismo é a flexão plantar com eversão
  2. raramente passa despercebida na radiografia inicial
  3. toda fratura desviada se trata com gesso, sem importar a congruência articular
  4. o mecanismo é a dorsiflexão forçada com inversão; 42% passam despercebidos, a incidência do encaixe e a tomografia ajudam, e degrau ou afastamento articular acima de 2 a 3 mm indica redução aberta
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Gabarito: D · o mecanismo é a dorsiflexão forçada com inversão; 42% passam despercebidos, a incidência do encaixe e a tomografia ajudam, e degrau ou afastamento articular acima de 2 a 3 mm indica redução aberta

Conceito-chave

O processo lateral do tálus é a fratura que se esconde atrás de uma entorse comum. O snowboard a tornou famosa.

A anatomia. Processo em cunha, coberto de cartilagem, que forma quase toda a parede lateral do tálus: articula com a fíbula acima e com a subtalar abaixo; nele se prende o ligamento talocalcâneo lateral (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 31).

O mecanismo. Dorsiflexão forçada com inversão do pé; o ligamento talocalcâneo pode avulsionar o processo. Com o snowboard, a incidência subiu: numa revisão de 3.213 lesões, foram 13,5% das lesões do pé e tornozelo.

O diagnóstico. Muitas vezes não visto na radiografia inicial: 42% perdidos numa série. Melhor visto na incidência do encaixe (sem a fíbula por cima); no perfil, logo acima do ângulo de GISSANE. Dor lateral persistente após entorse em inversão = suspeitar de processo lateral ou lesão osteocondral; não visto, tomografia.

O tratamento. Sem desvio: gesso sem carga 6 a 8 semanas. Desviada: redução aberta e fixação; o desvio aceitável na criança não é definido, e importa mais a congruência: degrau ou afastamento acima de 2 a 3 mm. Um parafuso esponjoso de 3,5 mm de lateral para medial, perpendicular ao traço; gesso por 6 semanas.

Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2018 (`pediatria-0626`), que perguntou a que se assemelha o mecanismo da fratura do processo lateral do tálus na criança (entorse em inversão do tornozelo). Depois, faça a oficial.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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