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Questão de Fraturas do pé na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do pé na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o tratamento da fratura do colo do tálus na criança, segundo o capítulo, é correto:

  1. o tipo I exige redução aberta e fixação
  2. o tipo II é reduzido sob anestesia com flexão plantar e pronação suaves e imobilizado em flexão plantar; se instável, fios percutâneos; aceitar poucos milímetros e até 10 graus é melhor que abrir e desvascularizar
  3. os tipos III e IV podem esperar a consolidação em gesso
  4. a via anterolateral é a que menos agride a vascularização
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Gabarito: B · o tipo II é reduzido sob anestesia com flexão plantar e pronação suaves e imobilizado em flexão plantar; se instável, fios percutâneos; aceitar poucos milímetros e até 10 graus é melhor que abrir e desvascularizar

Conceito-chave

Na fratura do colo do tálus, cada abertura ameaça o pouco sangue que resta. O tratamento equilibra a redução com a preservação dos vasos.

A idade. Abaixo dos 8 anos, aceita-se redução imperfeita pela remodelação; abaixo dos 12, o resultado é favorável na maioria. O adolescente se trata como adulto (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 31).

HAWKINS I. Gesso suropodálico sem carga por 6 a 8 semanas; carga total se consolidada. CANALE e KELLY aceitaram 5 mm e 5 graus.

HAWKINS II. Muito edema e dor; o fragmento distal costuma desviar dorsal e medialmente. Redução sob anestesia geral, com flexão plantar e pronação suaves; gesso em flexão plantar, trocado para posição mais neutra em 4 semanas, retirado em 8. Radiografias ou tomografia seriadas (perde-se posição quando o edema cede). Instável: dois fios de KIRSCHNER por pequena incisão dorsomedial, medial ao extensor longo do hálux. Aceitar alguns milímetros e até 10 graus pode ser melhor que abrir.

HAWKINS III e IV. Lesão grave: redução aberta e fixação de urgência. O momento é controverso (no adulto, operar antes de 6 horas ou depois não mudou o resultado).

As vias. Posterolateral (lateral ao calcâneo, cuidado com o sural): menos agressiva à vascularização, sem ver o colo; parafusos posteriores mais estáveis. Anteromedial: vê o colo (a parede medial costuma ser cominuta), poupa o ramo deltoide. Anterolateral: boa exposição lateral, mas pode agredir mais os vasos. A autora prefere a posterolateral, com dois parafusos de titânio de 4,5 mm, associando a anteromedial para reduzir se preciso.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A conduta por tipo de HAWKINS e a escolha da via são cobráveis.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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