Adolescente operado de fratura do colo do tálus faz radiografia com 8 semanas. Segundo o capítulo, sobre o sinal de HAWKINS,
- a radiolucência subcondral na cúpula indica vascularização adequada; se ausente, pede-se ressonância por volta de 3 meses (os parafusos de titânio a permitem)
- a cúpula mais densa que os ossos vizinhos indica boa vascularização
- a ausência do sinal obriga a manter sem carga por 2 anos
- o sinal é mais confiável na criança pequena que no adulto
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Conceito-chave
Para perder cálcio, o osso precisa de sangue. É essa a lógica do sinal de HAWKINS: a cúpula que fica mais clara está viva.
O sinal. Linha radiolucente subcondral na cúpula do tálus, por osteoporose de desuso, vista na radiografia de 6 a 8 semanas: indica vascularização adequada do corpo e bom prognóstico. Sem sangue, a cúpula não perde cálcio e fica mais densa que os ossos vizinhos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 31, Fig. 31-8).
A leitura. No adulto, o sinal negativo é muito sensível, mas pouco específico para a necrose futura. Na criança, OGDEN sugere que o sinal pode ser menos confiável, pela cúpula cartilaginosa.
A conduta. Sinal presente e fratura consolidada: carga progressiva. Ausente: manter sem carga até aparecer; se ainda ausente aos 3 meses, ressonância para avaliar a vascularização. Por isso, na fixação, preferem-se parafusos de titânio, compatíveis com a ressonância.
O dilema. A necrose pode surgir 6 meses após a lesão e levar 18 meses a 2 anos para revascularizar. Manter a criança sem carga por esse tempo é impraticável. O capítulo sugere, com necrose confirmada, evitar atividades de impacto em vez de longos períodos sem carga.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O sinal de HAWKINS, seu significado e a conduta quando ausente são perguntas recorrentes.
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