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Questão de Fraturas do pé na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do pé na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a vascularização do tálus e a necrose avascular após fratura do colo na criança, segundo o capítulo, é correto:

  1. o tálus recebe várias inserções tendíneas que garantem seu suprimento
  2. a principal artéria do tálus é a do seio do tarso, ramo da tibial anterior
  3. a principal é a artéria do canal do tarso, ramo da tibial posterior; no adulto a necrose cresce com o tipo de HAWKINS, e abaixo dos 12 anos o prognóstico costuma ser favorável
  4. a necrose avascular é mais comum na criança pequena que no adolescente
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Gabarito: C · a principal é a artéria do canal do tarso, ramo da tibial posterior; no adulto a necrose cresce com o tipo de HAWKINS, e abaixo dos 12 anos o prognóstico costuma ser favorável

Conceito-chave

O tálus é quase todo cartilagem e não tem inserção de tendão. O sangue entra por uma faixa estreita de osso no colo, e é exatamente ali que a fratura passa.

A anatomia. Cerca de dois terços do corpo do tálus são cartilagem articular; só o colo tem osso exposto, por onde entram os vasos. Não há inserções tendíneas; a estabilidade vem de cápsulas e ligamentos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 31).

As três fontes. Tibial posterior: dá a artéria do canal do tarso, a principal, cerca de 1 cm proximal às plantares; passa entre o flexor longo dos dedos e o flexor longo do hálux, entra no canal e se anastomosa com a artéria do seio do tarso. Antes, solta o ramo deltoide, que nutre o terço medial do corpo. Tibial anterior e pediosa: vasos para o dorso do colo. Fibular: processo posterior e artéria do seio do tarso (lado lateral) (Fig. 31-6).

HAWKINS. I sem desvio; II com subluxação ou luxação subtalar; III luxação subtalar e tibiotalar; IV (CANALE e KELLY) também talonavicular. No adulto, necrose de 0% a 10% no I, 20% a 50% no II, 80% a 100% no III e todos no IV.

Na criança. Na criança, a taxa de necrose varia de 0% a 20% nas séries; numa série de 25 fraturas, nenhuma necrose abaixo dos 12 anos. Prognóstico favorável abaixo dos 12; o adolescente se trata como adulto. As complicações se ligam a alta energia e a desvio que exige redução. A força para quebrar o tálus da criança é quase o dobro da dos outros ossos do tarso: procurar lesões associadas (calcâneo, maléolos, tíbia, coluna lombar).

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A artéria do canal do tarso e a escala de necrose de HAWKINS são clássicos de prova.

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