Adolescente corredora tem dor na perna que surge durante a corrida e melhora com o repouso; sem melhora com a modificação da atividade, o diagnóstico de síndrome compartimental crônica do esforço é confirmado. Segundo o capítulo,
- é uma emergência, com fasciotomia imediata como na síndrome aguda
- acomete sobretudo meninos sedentários
- a fasciotomia devolve ao esporte cerca de 79,5%, e liberar só os compartimentos anterior e lateral, em vez dos quatro, aumentou 3,4 vezes a chance de reoperação
- a liberação de dois compartimentos é preferível à de quatro
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Conceito-chave
Há uma síndrome compartimental que vai e volta com o treino. Ela não é emergência, mas a cirurgia, quando necessária, segue a mesma lógica de liberar tudo o que está apertado.
O mecanismo. Aumento transitório da pressão e isquemia reversível, porque a fáscia pouco complacente não acomoda a expansão muscular de um exercício repetitivo, como a corrida. Descrita nos membros superior e inferior (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 6).
O tratamento. Parar a atividade causadora alivia; fasciotomia dos compartimentos afetados nos casos refratários.
A série. 155 pacientes, 250 pernas: maior risco nas adolescentes corredoras. A fasciotomia permitiu retorno ao esporte em 79,5%. Comparada à liberação dos quatro compartimentos, a liberação de dois (anterior e lateral) aumentou 3,4 vezes a chance de reoperação (a recorrência foi de 18,8% nos liberados só anterior e lateralmente, segundo a referência anotada).
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A forma crônica do esforço tem perfil e números próprios, diferentes da síndrome aguda.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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