Sobre a síndrome compartimental sem fratura na criança, segundo o capítulo, é correto:
- acomete sobretudo a perna (74% numa série), tem a lesão vascular como causa mais comum e o diagnóstico costuma atrasar, com mionecrose em mais da metade na cirurgia
- não ocorre sem fratura
- a infiltração venosa nunca causa síndrome compartimental na criança
- o membro superior é o local mais comum, com diagnóstico sempre precoce
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Conceito-chave
Sem fratura, ninguém pensa em síndrome compartimental. É exatamente por isso que ela chega tarde.
O cenário. Lesão de partes moles sem fratura também causa síndrome compartimental, sobretudo com distúrbio de coagulação ou anticoagulante, e com alta taxa de incapacidade (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 6).
A série de 16 anos. 39 casos: 29 (74%) na perna. A causa mais comum foi a lesão vascular, depois o trauma e as alterações pós-operatórias. Dor e edema foram os sintomas mais comuns. Atraso diagnóstico de até 48 horas foi frequente, e 21 de 39 (54%) já tinham mionecrose na cirurgia. Depois da mionecrose, a recuperação muscular é rara.
Outras causas. Infiltração venosa: numa revisão, as crianças eram 40% dos casos. Raras: osteomielite hematogênica aguda e abscesso subperiosteal roto; entorse grave do tornozelo com lesão de ramo da artéria fibular. O capítulo também alerta que esses casos podem ter resultado pior.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O caso sem fratura cobra a lembrança de que a síndrome não depende do osso quebrado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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