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Questão de Outras fraturas na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaOutras fraturas na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a medida das pressões compartimentais na criança, segundo o capítulo, é correto:

  1. a pressão normal da perna da criança é menor que a do adulto
  2. toda criança com pressão acima de 30 mmHg desenvolve síndrome compartimental
  3. a pressão diferencial é a pressão diastólica somada à do compartimento
  4. a pressão basal da criança é mais alta (13,3 a 16,6 mmHg na perna) e muitas toleram mais de 30 mmHg; decide-se pela clínica seriada com pressões elevadas, não só pelo número
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Gabarito: D · a pressão basal da criança é mais alta (13,3 a 16,6 mmHg na perna) e muitas toleram mais de 30 mmHg; decide-se pela clínica seriada com pressões elevadas, não só pelo número

Conceito-chave

Trinta milímetros de mercúrio: é o número clássico para operar. Na criança, ele engana nos dois sentidos, e o capítulo pede que a decisão seja clínica.

As definições. Pressão absoluta de 30 mmHg ou mais no compartimento. Pressão diferencial (delta) = pressão diastólica menos a pressão do compartimento; diagnóstica quando menor que 30 mmHg; pode prever melhor o diagnóstico precoce. Mas são medidas indiretas da oxigenação e variam com o operador e o aparelho; não há padrão-ouro (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 6).

A criança é diferente. As pressões basais da criança são mais altas: perna do adulto 5,2 a 9,7 mmHg, da criança 13,3 a 16,6 mmHg. Num estudo prospectivo, 15 de 41 crianças com fratura do antebraço tiveram mais de 30 mmHg, e só 1 desenvolveu síndrome compartimental. A diretriz de 2020 da AAOS alerta que operar só pelo limiar de pressão pode ser tratamento a mais.

A recomendação. Avaliação seriada do membro em risco e fasciotomia quando houver sinais clínicos de síndrome compartimental e pressões elevadas. Na dúvida clínica, medir (na criança, sob sedação ou anestesia), em vários pontos e profundidades, perto da fratura. Monitorar por mais tempo: na criança o pico de pressão pode vir mais tarde. A espectroscopia no infravermelho próximo é promissora, mas ainda precisa de validação.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A pressão basal mais alta da criança e a tolerância acima de 30 mmHg são a diferença entre a criança e o adulto.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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