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Questão de Joelho da criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaJoelho da criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menina de 12 anos, com fise distal do fêmur aberta, tem luxações recorrentes da patela apesar do tratamento conservador. Na reconstrução do LPFM, segundo o capítulo,

  1. a osteotomia da tuberosidade da tíbia (ELMSLIE-TRILLAT) deve ser associada de rotina
  2. a fixação femoral deve ficar proximal à fise, para não lesá-la
  3. o enxerto deve ser tensionado a 90 graus e apertar na flexão
  4. a fixação femoral fica distal à fise distal do fêmur (epifisária, no ponto de SCHÖTTLE confirmado em perfil perfeito), e o enxerto deve ser isométrico, sem apertar na flexão
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Gabarito: D · a fixação femoral fica distal à fise distal do fêmur (epifisária, no ponto de SCHÖTTLE confirmado em perfil perfeito), e o enxerto deve ser isométrico, sem apertar na flexão

Conceito-chave

Na criança com a fise distal do fêmur aberta, reconstruir o LPFM tem um risco extra: o ponto de fixação no fêmur fica perto da cartilagem de crescimento. O capítulo explica onde pôr o enxerto.

Por que não a osteotomia. No esqueleto maduro, a correção distal é a osteotomia da tuberosidade da tíbia (ELMSLIE-TRILLAT medializa; MAQUET anterioriza; FULKERSON anteromedializa). Com a apófise da tuberosidade aberta, ela é contraindicada (parada de crescimento e recurvato). As alternativas de partes moles no imaturo (tenodese do semitendíneo de GALEAZZI, ROUX-GOLDTHWAIT) parecem menos favoráveis do que se dizia (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).

A reconstrução do LPFM no imaturo. Segura e eficaz com técnica correta. A fixação femoral epifisária, distal à fise, dá um enxerto mais isométrico e evita lesar a fise. Os autores fixam com âncora ou sutura ao periósteo no ponto de SCHÖTTLE, identificado em perfil perfeito na fluoroscopia, distal à fise medial do fêmur. Na patela, uma âncora no terço proximal e o segundo ramo pelo tendão do quadríceps (reproduzindo o ligamento medial quadríceps-femoral). SHAMROCK: 132 reconstruções no imaturo, 3,8% de reluxação e nenhum fechamento fisário em quase 5 anos.

A isometria. O enxerto deve funcionar como freio lateral de 0 a 30 graus, sem aumentar a pressão medial, e não apertar na flexão. Fixação proximal à fise aperta o enxerto na flexão e bloqueia a flexão com o crescimento. Testar com um fio antes de fixar. Evitar túneis patelares longos (mais de 20 mm), largos (mais de 5 mm), oblíquos, transpatelares ou múltiplos (fratura da patela). Com geno valgo importante, considerar hemiepifisiodese medial.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O ponto femoral distal à fise é o detalhe que separa a técnica pediátrica da do adulto.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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