Menina de 12 anos, com fise distal do fêmur aberta, tem luxações recorrentes da patela apesar do tratamento conservador. Na reconstrução do LPFM, segundo o capítulo,
- a osteotomia da tuberosidade da tíbia (ELMSLIE-TRILLAT) deve ser associada de rotina
- a fixação femoral deve ficar proximal à fise, para não lesá-la
- o enxerto deve ser tensionado a 90 graus e apertar na flexão
- a fixação femoral fica distal à fise distal do fêmur (epifisária, no ponto de SCHÖTTLE confirmado em perfil perfeito), e o enxerto deve ser isométrico, sem apertar na flexão
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Conceito-chave
Na criança com a fise distal do fêmur aberta, reconstruir o LPFM tem um risco extra: o ponto de fixação no fêmur fica perto da cartilagem de crescimento. O capítulo explica onde pôr o enxerto.
Por que não a osteotomia. No esqueleto maduro, a correção distal é a osteotomia da tuberosidade da tíbia (ELMSLIE-TRILLAT medializa; MAQUET anterioriza; FULKERSON anteromedializa). Com a apófise da tuberosidade aberta, ela é contraindicada (parada de crescimento e recurvato). As alternativas de partes moles no imaturo (tenodese do semitendíneo de GALEAZZI, ROUX-GOLDTHWAIT) parecem menos favoráveis do que se dizia (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).
A reconstrução do LPFM no imaturo. Segura e eficaz com técnica correta. A fixação femoral epifisária, distal à fise, dá um enxerto mais isométrico e evita lesar a fise. Os autores fixam com âncora ou sutura ao periósteo no ponto de SCHÖTTLE, identificado em perfil perfeito na fluoroscopia, distal à fise medial do fêmur. Na patela, uma âncora no terço proximal e o segundo ramo pelo tendão do quadríceps (reproduzindo o ligamento medial quadríceps-femoral). SHAMROCK: 132 reconstruções no imaturo, 3,8% de reluxação e nenhum fechamento fisário em quase 5 anos.
A isometria. O enxerto deve funcionar como freio lateral de 0 a 30 graus, sem aumentar a pressão medial, e não apertar na flexão. Fixação proximal à fise aperta o enxerto na flexão e bloqueia a flexão com o crescimento. Testar com um fio antes de fixar. Evitar túneis patelares longos (mais de 20 mm), largos (mais de 5 mm), oblíquos, transpatelares ou múltiplos (fratura da patela). Com geno valgo importante, considerar hemiepifisiodese medial.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O ponto femoral distal à fise é o detalhe que separa a técnica pediátrica da do adulto.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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