Adolescente de 13 anos tem a primeira luxação lateral da patela, sem fragmento osteocondral na ressonância. Segundo o capítulo, é correto:
- indicar reconstrução do LPFM em todas as primeiras luxações
- tratar sem cirurgia (imobilizador por cerca de 2 semanas, órtese femoropatelar e fortalecimento do vasto medial), com sucesso de 60% a 70%; o LPFM dá cerca de 60% da resistência à translação lateral a 20 graus
- fazer osteotomia da tuberosidade da tíbia de rotina
- a recidiva é rara antes dos 16 anos
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Conceito-chave
A primeira luxação da patela, sem pedaço solto, é tratada sem cirurgia. O desafio é saber quem vai voltar a luxar.
A epidemiologia. Incidência da primeira luxação lateral de 23,2 por 100.000 pessoas-ano, idade média de 21 anos, 55% mulheres. No esporte escolar, mais na ginástica feminina, futebol americano e luta. A luxação aguda traumática é mais do adolescente; na criança pequena, costuma haver displasia. A instabilidade recorrente atraumática é mais comum em meninas adolescentes, com frouxidão e alinhamento alterado (geno valgo, anteversão femoral, torção tibial externa) (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).
A anatomia. O LPFM dá cerca de 60% da resistência à translação lateral a 20 graus de flexão (DESIO). O ângulo Q e a distância TA-GT (normal em torno de 10 mm) medem o vetor lateral; TA-GT elevada é fator de risco.
O tratamento da primeira luxação. A maioria reduz sozinha; se não, sedação, flexão do quadril para relaxar o quadríceps, extensão gradual do joelho e empurrar a patela medialmente. Sem fragmento osteocondral: imobilizador com carga por cerca de 2 semanas, depois órtese femoropatelar com apoio lateral e fisioterapia (elevação da perna estendida, vasto medial). Esporte em 6 a 12 semanas. Sucesso (sem recidiva) de 60% a 70%; risco maior nos mais novos e com displasia troclear.
Os fatores de risco de recidiva. 16 anos ou menos, ângulo Q alterado, geno valgo, displasia da patela ou da tróclea, hipoplasia do côndilo lateral, anteversão femoral ou torção tibial externa, fraqueza do vasto medial, doenças do tecido conjuntivo (EHLERS-DANLOS), TA-GT elevada e várias luxações anteriores.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A conduta da primeira luxação e os fatores de recidiva são o núcleo do tema.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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