Adolescente de 14 anos tem luxação aguda da patela com hemartrose volumosa e radiografias normais. Segundo os autores, a conduta é
- fisioterapia e órtese, porque a radiografia afasta fratura
- artroscopia só se houver bloqueio mecânico após 3 meses
- ressonância, porque a radiografia perde muitas fraturas osteocondrais; fragmento de 5 mm ou mais, em área de carga e com bom osso, deve ser fixado
- excisão de rotina de qualquer fragmento
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A patela sai, raspa no côndilo lateral e volta. Na volta ou na saída, pode arrancar um pedaço de cartilagem com osso. Esse pedaço quase não aparece na radiografia. Uma hemartrose grande é a pista.
O mecanismo. Na luxação lateral aguda, o retináculo medial e o LPFM rompem, mas o quadríceps continua comprimindo a patela enquanto ela desliza sobre o côndilo femoral lateral; a borda medial da patela bate na borda do côndilo. Na luxação ou na redução, pode fraturar a faceta medial da patela, o côndilo lateral ou os dois. Prevalência de 19% a 50% nas luxações agudas. Rara nas luxações crônicas recorrentes (tecidos mediais frouxos). Também por golpe direto nos côndilos (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).
Por que o adolescente. Na criança, "dedos" de cartilagem não calcificada penetram fundo no osso subcondral e seguram bem; no adulto, a falha ocorre na linha de maré (tidemark). Na adolescência, a transição deixa a junção osteocondral fraca.
O diagnóstico. Hemartrose grande (gotas de gordura na punção, nível líquido na ressonância). AP, perfil, axial e túnel; mas a radiografia falhou em 36% (MATELIC). Por isso, ressonância na maioria das hemartroses volumosas e nas luxações agudas, mesmo com radiografia normal.
O tratamento. Menos de 5 mm, danificado, pouco osso ou fora da carga: retirar (desbridar a cratera, estimulação medular). 5 mm ou mais, em área de carga, com bom osso: fixar (parafusos sem cabeça nos fragmentos com osso grosso; implantes bioabsorvíveis nos de osso fino; fragmentos só de cartilagem também podem ser fixados se tratados cedo). Junto, estabilizar a patela (reconstrução do LPFM, mais comum, ou reparo medial). Sem cruzar a fise distal do fêmur.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A ressonância diante da hemartrose e o limite de 5 mm são os pontos práticos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo