Menino de 11 anos sente dor súbita ao saltar, com o joelho fletido e contração forte do quadríceps; não consegue elevar a perna estendida. A radiografia em perfil mostra patela alta com uma pequena lasca óssea no polo inferior. O diagnóstico e a conduta são
- fratura em luva do polo inferior da patela; reparo cirúrgico com suturas transósseas, porque o mecanismo extensor está rompido
- doença de SINDING-LARSEN-JOHANSSON; repouso
- fratura transversa da patela sem desvio; gesso
- luxação lateral da patela; redução e órtese
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Conceito-chave
Na radiografia, quase nada: uma lasca no polo inferior e a patela alta. No paciente, um joelho inchado que não estende. A luva patelar engana porque o fragmento é grande, mas quase todo cartilagem.
A lesão. A fratura em luva ocorre no adolescente com crescimento restante, por contração súbita do quadríceps com o joelho fletido. É o padrão de fratura da patela mais comum no adolescente. Mecanismo de cisalhamento: o periósteo grosso da patela continua preso ao tendão patelar e ao mecanismo extensor e se descola da patela óssea, levando um pedaço de cartilagem (às vezes com osso) do polo inferior. A patela sobe (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28, Fig. 28-14).
O diagnóstico. Joelho grande e inchado, muitas vezes fletido; não eleva a perna estendida; dor a qualquer movimento. Radiografia em perfil: patela alta, às vezes com ossificação distal no periósteo preso ao tendão. Ressonância se a radiografia for duvidosa. O diagnóstico pode passar, porque o fragmento ósseo mal aparece: pensar nele no adolescente que não estende o joelho.
O tratamento. Sem desvio ou com desvio mínimo e mecanismo extensor íntegro (consegue elevar a perna estendida): gesso ou órtese travada em extensão. Desvio importante, sobretudo se não eleva a perna estendida: reparo cirúrgico. O fragmento distal é maior do que parece (cartilagem); lesões retinaculares horizontais acompanham. Técnica: três túneis verticais na patela proximal e duas suturas de KRACKOW no tendão e no fragmento distal; amarrar e reparar o retináculo; confirmar a superfície articular com palpação e fluoroscopia. Sutura é melhor que parafuso (o fragmento ósseo é pequeno e cominui).
As complicações. Artrofibrose (gesso até 4 a 6 semanas no menor; órtese articulada no maior), déficit de extensão (tensão errada, patela alta), diagnóstico tardio.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A luva patelar é a fratura da patela mais comum no adolescente e uma das que mais passam.
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