Após a fratura da espinha tibial, uma adolescente tem LACHMAN positivo e frouxidão instrumentada de 3,5 mm a mais, mas joga sem falseio. Outra consolidou com o fragmento elevado. Segundo o capítulo, o maior prejuízo funcional costuma vir de
- estalido no joelho
- derrame articular de repetição
- frouxidão residual do LCA, que se correlaciona com instabilidade sintomática
- perda da extensão completa por bloqueio mecânico do fragmento consolidado em posição viciosa
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Conceito-chave
Quase toda criança que fratura a espinha tibial fica com o LACHMAN um pouco positivo. Mas quase nenhuma sente o joelho falsear. O que realmente atrapalha é outra coisa.
A frouxidão que não incomoda. Frouxidão residual leve é frequente, mesmo após redução anatômica. BAXTER e WILEY: resultados excelentes sem instabilidade sintomática apesar de LACHMAN positivo em 51% e 3,5 mm a mais de frouxidão. SMITH: instabilidade relatada em só 2 de 13, com LACHMAN positivo em 87%. WILLIS: excelente apesar de LACHMAN positivo em 64%. A assimetria do LACHMAN não se correlacionou com instabilidade sintomática nem com o resultado a longo prazo. A explicação é a deformação plástica das fibras do LCA no momento da fratura; embutir levemente o fragmento na epífise pode evitar (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).
O que atrapalha. A consolidação viciosa dos tipos II e III causa impacto mecânico na extensão completa (Fig. 28-13): o paciente não estende o joelho. WILEY e BAXTER correlacionaram o desvio na consolidação com a frouxidão e o resultado funcional. Tratamento: osteotomia do fragmento e fixação embutida, ou excisão com reinserção do LCA (no maior, excisão e reconstrução). A artrofibrose também tira movimento.
O risco de LCA depois. Ruptura tardia do LCA após fratura da espinha pode ser mais comum que se pensava: 19% de reconstrução tardia numa série de 101; QUINLAN, 10% de ruptura do LCA ipsilateral em 66.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TEOT 2024 (`pediatria-0711`), que perguntou a que se associa o maior prejuízo funcional (perda da extensão total), do TEOT 2022 (`pediatria-0700`), que perguntou as complicações frequentes (instabilidade residual e perda de extensão), e do TARO 2007 (`pediatria-0735`), que perguntou a principal implicação da consolidação viciosa (sem gabarito; o capítulo sustenta a limitação da extensão). Depois, faça as oficiais.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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