Na fixação artroscópica de uma fratura tipo III da espinha tibial, os autores preferem
- parafuso transfisário em qualquer idade, pela maior resistência
- fios de KIRSCHNER cruzando a fise proximal da tíbia
- parafuso canulado epifisário se o fragmento é grande e o paciente está perto da maturidade; sutura nos fragmentos pequenos ou cominutos e nos mais novos
- apenas imobilização após a redução artroscópica
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Conceito-chave
Reduzido o fragmento pela artroscopia, como prendê-lo? O capítulo descreve duas técnicas e diz quando usar cada uma.
Os princípios. Esvaziar a hemartrose antes de olhar; artroscopia diagnóstica (meniscos); desbridar o coxim gorduroso; desbridar a base do fragmento e o leito; liberar o menisco ou o intermeniscal encarcerado; reduzir com probe com o joelho entre 30 e 90 graus (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).
Parafuso epifisário. Fios-guia por portais logo acima e ao lado da patela, direcionados para baixo, na base do LCA; perfurar todo o fragmento sem atravessar a fise proximal da tíbia; um ou dois parafusos canulados parcialmente roscados (3,5 mm na criança, 4 ou 4,5 mm no adolescente). Perto da maturidade, o parafuso pode cruzar a fise. Testar o arco de movimento e o impacto da cabeça na extensão.
Sutura. Fios passados pela base do LCA no nível da inserção (um anterior, um posterior), puxados por dois túneis tibiais finos (menos de 3 mm) feitos com o guia do LCA, com uma ponte óssea de 1 cm, e amarrados sobre ela. Os autores retiram um pouco de osso do leito para hiper-reduzir levemente, compensando o estiramento das fibras do LCA. Sutura é mais resistente que parafuso em estudos biomecânicos; absorvível e não absorvível equivalem; sem relatos de distúrbio de crescimento pelos túneis finos.
A escolha dos autores. Parafuso canulado epifisário se o fragmento é grande e o paciente está perto da maturidade; sutura nos fragmentos pequenos, cominutos e nos mais novos (o parafuso pode cominuir mais o fragmento).
O pós-operatório. Órtese articulada, carga de toque por 6 semanas, movimento 0 a 30 graus por 6 semanas, órtese travada em extensão à noite; fisioterapia com 6 semanas; esporte em 12 a 16 semanas. Parafusos não são retirados de rotina.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A escolha entre parafuso e sutura e o cuidado com a fise aparecem com frequência.
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