Na fratura desviada da espinha tibial que não reduz com a extensão, a estrutura que mais frequentemente fica encarcerada sob o fragmento, segundo a série de KOCHER, é
- o corno posterior do menisco lateral
- o ligamento cruzado posterior
- o coxim gorduroso de HOFFA
- o corno anterior do menisco medial, seguido do ligamento intermeniscal
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Conceito-chave
Por que algumas fraturas da espinha tibial não reduzem com a extensão do joelho? Muitas vezes há algo preso embaixo do fragmento, e esse algo é menisco.
A anatomia. A espinha intercondilar fica entre os polos anteriores dos meniscos, triangular, com a base na borda anterior da tíbia, toda coberta de cartilagem no imaturo. O LCA insere-se na região interespinhosa e logo à frente das espinhas. O corno anterior do menisco lateral costuma inserir-se ao lado do LCA e, na série de LOWE, ficou preso ao fragmento (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).
O encarceramento. O menisco ou o ligamento intermeniscal podem ficar presos sob o fragmento desviado, impedindo a redução anatômica, com bloqueio da extensão e/ou frouxidão anterior, e podem doer depois da consolidação. Na série de KOCHER (80 imaturos operados por fraturas que não reduziram em extensão): encarceramento do corno anterior do menisco medial (36), do ligamento intermeniscal (6) e do corno anterior do menisco lateral (1), em 26% dos tipos II e 65% dos tipos III.
A conduta. É uma razão para a redução artroscópica ou aberta nas fraturas desviadas. Na artroscopia, o menisco preso é retirado com o probe e afastado com um ponto de reparo. Fechada, KOCHER conseguiu reduzir só 50% dos tipos II e nenhum tipo III.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. O encarceramento do menisco explica por que o tipo III é cirúrgico e por que parte dos tipos II não reduz.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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