Menina de 11 anos cai no futebol e tem hemartrose volumosa com fratura da espinha tibial (eminência intercondilar). Segundo o capítulo, o cenário biomecânico mais comum e a razão de a falha ocorrer no osso, e não no LCA, são
- hiperflexão; o LCA da criança é mais fraco que o osso
- varo com rotação interna da tíbia; a fise proximal da tíbia é o ponto fraco
- valgo forçado com rotação externa da tíbia; a espinha incompletamente ossificada é mais fraca à tração que o ligamento
- trauma direto anterior na tíbia; o osso subcondral é mais duro na criança
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Conceito-chave
No adulto, a mesma torção rasga o LCA. Na criança de 11 anos, o ligamento aguenta e arranca um pedaço da espinha tibial onde ele se insere. É a fratura da eminência intercondilar: uma avulsão condroepifisária.
A lesão. Avulsão condroepifisária da inserção do LCA na espinha tibial anteromedial. Já foi vista como o "equivalente pediátrico" da ruptura do LCA no adulto, mas as rupturas do LCA na criança estão aumentando. Incidência de 3 por 100.000 crianças por ano, idade mais comum 11 a 12 anos, 2% a 5% dos derrames traumáticos do joelho no adolescente (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 28).
O mecanismo. Antes, sobretudo queda de bicicleta; hoje, cada vez mais esporte. O cenário biomecânico mais comum é valgo forçado com rotação externa da tíbia; também ocorrem por hiperflexão, hiperextensão ou rotação interna da tíbia.
Por que o osso cede. Na criança, a espinha incompletamente ossificada é mais fraca à tração que o ligamento, e a falha passa pelo osso esponjoso sob o subcondral. Além disso, cargas lentas tendem a produzir avulsão da espinha, e cargas rápidas, ruptura do LCA. Incisura intercondilar estreita pode predispor à fratura da espinha em vez da ruptura do LCA (KOCHER). Em cadáver, o fragmento reduzia com a extensão do joelho.
O exame. Joelho doloroso, inchado, hemartrose grande, dificuldade de apoiar; frouxidão sagital (comparar com o outro lado). Tardiamente, a consolidação viciosa pode bloquear a extensão e deixar LACHMAN e pivot-shift positivos.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2018 (`pediatria-0624`), que deu como gabarito hiperextensão com rotação lateral, e do TARO 2014 (`pediatria-0693`), que deu hiperextensão. O capítulo aponta o valgo forçado com rotação externa da tíbia como o mais comum e cita a hiperextensão entre os possíveis. Resolva as oficiais sabendo dessa divergência.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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