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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menina de 8 anos com MONTEGGIA tipo I crônico de 6 meses (deformidade plástica da ulna), cabeça do rádio côncava e capítulo normal. Segundo os autores, a reconstrução preferida é

  1. excisão da cabeça do rádio
  2. osteotomia de abertura da ulna (proximal ao ápice na deformidade plástica), redução aberta e reparo do ligamento anular nativo, com fasciotomias profiláticas do antebraço
  3. reconstrução isolada do anular com tríceps, sem osteotomia
  4. observação até a maturidade esquelética
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Gabarito: B · osteotomia de abertura da ulna (proximal ao ápice na deformidade plástica), redução aberta e reparo do ligamento anular nativo, com fasciotomias profiláticas do antebraço

Conceito-chave

O MONTEGGIA crônico é o preço de uma luxação não vista. Corrigir depois é muito mais difícil que no primeiro dia, mas o capítulo defende operar a maioria, desde que as superfícies ainda se encaixem.

Operar ou não. A maioria dos relatos mostra que a história natural não é benigna: limitação, deformidade em valgo, dor, artrose e neuropatia tardia (ulnar, mediano, interósseo posterior). Indicações mais aceitas: diagnóstico precoce, cabeça côncava e capítulo convexo preservados, deformidade progressiva, perda de movimento e dor, família bem informada. Idade adequada em geral abaixo de 10 a 12 anos; NAKAMURA viu piora radiográfica quando a cirurgia passou de 3 anos da lesão ou dos 12 anos de idade. Contraindicações: cabeça aumentada e convexa, capítulo achatado, artrose (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 12).

A técnica dos autores. Incisão posterolateral extensível; intervalo de KOCHER; identificar e proteger o nervo radial quando a luxação é grande ou há paralisia. Desbridar pulvinar e sinovite, sobretudo a incisura radial. Usar o anular nativo (quase sempre possível): dilatar sua abertura e passá-lo sobre a cabeça. Osteotomia de abertura da ulna no ápice da deformidade, ou proximal ao ápice na deformidade plástica; pinar provisoriamente a radiocapitelar reduzida e deixar a osteotomia abrir o necessário; fixar com placa, sem enxerto; tirar o pino e testar a rotação. Reparar o anular. Fasciotomias profiláticas volar e dorsal. Gesso bivalvado em supinação e 80 a 90 graus de flexão por 4 a 6 semanas.

Por que a osteotomia. O reparo isolado do anular raramente dá redução estável, por causa da ulna viciosa e, às vezes, do bíceps encurtado. A revisão de TAN: os fatores mais importantes são a osteotomia da ulna e não deixar pino radiocapitelar. Redeslocamento em até 25%; se precoce, reoperar.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A reconstrução do crônico reúne indicação, contraindicação e técnica.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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