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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menino de 9 anos tem a cabeça do rádio fora do lugar na radiografia, sem história clara de trauma. Segundo o capítulo, sugere luxação congênita, e não MONTEGGIA crônico,

  1. cabeça do rádio convexa e deformada com capítulo hipoplásico, luxação em geral posterior e às vezes bilateral
  2. cabeça do rádio côncava e capítulo normal
  3. luxação anterior com curvatura anterior da ulna
  4. ossificação do ligamento anular deslocado
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Gabarito: A · cabeça do rádio convexa e deformada com capítulo hipoplásico, luxação em geral posterior e às vezes bilateral

Conceito-chave

Uma cabeça do rádio luxada sem história de trauma pode ser congênita ou um MONTEGGIA antigo que ninguém viu. Errar dói nos dois sentidos: operar uma congênita como se fosse trauma, ou deixar um MONTEGGIA crônico como se fosse congênito.

Os sinais da congênita. Cabeça do rádio convexa e deformada e capítulo hipoplásico. A luxação congênita verdadeira é em geral (nem sempre) posterior, pode ser bilateral e associar-se a síndromes como EHLERS-DANLOS e unha-patela (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 12, Fig. 12-19).

Os sinais do MONTEGGIA crônico. A cabeça costuma continuar côncava (pode ficar algo excêntrica e aumentada); a ulna mostra deformidade plástica persistente ou consolidação viciosa (sinal do arco ulnar), apontando para causa traumática; o rádio pode ter supercrescimento; pode haver ossificação do ligamento anular deslocado (onde ele se arrancou da ulna com periósteo).

A regra de ouro. Para não perder um MONTEGGIA agudo, toda luxação anterior da cabeça deve ser suspeita de origem traumática. Na dúvida, ressonância, para não operar uma congênita como pós-traumática nem chamar de congênita uma traumática.

Por que importa. A reconstrução do crônico só funciona se as superfícies forem compatíveis: cabeça côncava e capítulo convexo. Cabeça convexa, aumentada ou deformada, capítulo achatado ou artrose contraindicam a reconstrução.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A diferença entre luxação congênita e MONTEGGIA crônico decide se a criança vai ou não para a reconstrução.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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