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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 8 anos com MONTEGGIA tipo III reduzido não estende as metacarpofalângicas nem faz a retropulsão do polegar. Segundo o capítulo, é correto:

  1. é lesão do nervo mediano, que exige exploração imediata
  2. é lesão do nervo ulnar, frequente no tipo III
  3. é paralisia do interósseo posterior, a complicação mais comum (radial em 10% a 20%), tratada de forma expectante; a função costuma voltar em até 12 semanas
  4. exige transferência tendinosa precoce
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Gabarito: C · é paralisia do interósseo posterior, a complicação mais comum (radial em 10% a 20%), tratada de forma expectante; a função costuma voltar em até 12 semanas

Conceito-chave

O interósseo posterior passa colado no colo do rádio, sob a arcada de FROHSE. Quando a cabeça luxa, ele estica. A criança não estende os dedos nem joga o polegar para trás. O capítulo pede calma: na criança, ele quase sempre volta.

A anatomia. O nervo radial desce no intervalo braquial e braquiorradial e se divide em ramo sensitivo superficial e interósseo posterior (motor), que passa sob a arcada de FROHSE e entre as cabeças do supinador. A proximidade com a cabeça e o colo do rádio o deixa vulnerável. No MONTEGGIA crônico, pode aderir à cabeça luxada ou, raramente, ficar preso na radiocapitelar (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 12).

O exame. Testar o extensor comum dos dedos e o extensor longo do polegar: não estender as metacarpofalângicas nem fazer a retropulsão do polegar indica paralisia do interósseo posterior.

A frequência e o tratamento. A lesão do nervo radial ocorre em 10% a 20%, a complicação mais comum do MONTEGGIA, sobretudo nos tipos I e III (o III é o que mais lesa o interósseo posterior). Na criança, a arcada é mais flexível e o periósteo mais grosso, o que pode explicar a recuperação rápida. Tratamento expectante: a função costuma voltar até 12 semanas após a redução; uma série recomenda esperar até 6 meses antes de intervir; a maioria das séries relata 100% de resolução. Se o nervo estiver interposto atrás da cabeça (cabeça irredutível com paralisia completa), recolocá-lo; a função voltou em cerca de 4 meses. Paralisia tardia do radial no crônico: excisão da cabeça com neurólise foi melhor que só explorar.

Os outros nervos. Ulnar: estiramento no tipo II (varo) e no alongamento da ulna das reconstruções crônicas. Mediano: incomum; interósseo anterior relatado; mediano preso num galho verde da ulna (liberado completando a fratura).

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção. A paralisia do interósseo posterior é a complicação mais cobrada do MONTEGGIA.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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